Estes eram trazidos pelos próprios

Ricardo Costa:

“O problema era que as antigas leis romanas, e seu código civil, reorganizado nos anos 529-534 pelo imperador bizantino Justiniano I como Corpus Iuris Civilis (Conjunto do Direito Civil), regulamentavam a escravidão. Segundo ele, embora o estado natural da Humanidade fosse a liberdade, os direitos dos povos poderiam, no entanto, substituir a lei natural e escravizar pessoas. Basicamente um escravo era: 1. alguém cuja mãe era escrava, 2. qualquer pessoa capturada em batalha, 3. qualquer um que se vendeu para pagar uma dívida (fato comum nos primeiros séculos medievais).

Com a ascensão do Cristianismo, o direito também se cristianizou. Os advogados medievais, a partir do século XI, chegaram à conclusão que a escravidão era contrária ao espírito cristão. Isso para cristãos (e que não me venha nenhum fariseu acusar a Igreja de não legislar para não cristãos). Em contrapartida, por exemplo, foi o Islã quem difundiu largamente a escravidão. Vejamos isso com mais pormenor.

Começo com uma citação do grande historiador Fernand Braudel (1902-1985): ‘O tráfico negreiro não foi uma invenção diabólica da Europa. Foi o Islã, desde muito cedo em contato com a África Negra através dos países situados entre Níger e Darfur e de seus centros mercantis da África Oriental, o primeiro a praticar em grande escala o tráfico negreiro (…). O comércio de homens foi um fato geral e conhecido de todas as humanidades primitivas. O Islã, civilização escravista por excelência, não inventou, tampouco, nem a escravidão nem o comércio de escravos’.

Aqui chegamos à escravidão negra. Muitos séculos ANTES da chegada dos brancos europeus à África, tribos, reinos e impérios negros africanos praticavam largamente o escravismo, exatamente como os berberes (e demais etnias muçulmanas). Os europeus do século XVI tinham verdadeiro pavor de deixar o litoral ou mesmo desembarcar de seus navios e avançar para longe da costa e capturar escravos. Estes eram trazidos pelos próprios africanos, que tinham grandes mercados espalhados pelo interior do continente, abastecidos por guerras entre as tribos, ou mesmo puro sequestro. Isso pode ser facilmente comprovado, por exemplo, com a descrição do império de Mali feita pelo cronista muçulmano Ibn Batuta (1307-1377), um dos maiores viajantes da Idade Média, e o depoimento de al-Hasan (1483-1554) sobre Tumbuctu, capital do império de Songai. Ademais, havia tribos africanas que praticavam sacrifícios humanos, naturalmente de escravos. Às vezes, para interromper a chuva, mulheres negras (e escravas) eram crucificadas.”

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Breve comentário sobre a burca

A diferença básica entre a lei e as manifestações individuais de repúdio é a forma pela qual uma sociedade expressa seu descontentamento ora por meio da violência, ora pelas vias do desrespeito generalizado. O caos é iminente e, por vezes, necessário; a não ser que seja retirado o objeto causador das desavenças, que muitas vezes representa a infiltração cancerosa de costumes alheios ao comportamento regional. A lei, em tese, seria a burocratização desse repúdio.

Mas a recente proibição da burca na França deve ser analisada com cuidado, pois antes a recriminação social perante a barbaridade a uma lei que pretende retirar, dos espaços públicos, não somente tal símbolo primitivo, mas toda e qualquer manifestação religiosa.

Se a sociedade europeia repudia o Islã tal como os americanos repudiam o multiculturalismo europeu, o Estado assim não se comporta, antes servindo como pêndulo e contrapeso de manifestações visíveis na opinião de cada cidadão. O Estado americano tenta introduzir o multiculturalismo, e o Estado francês tenta eliminar a religião. É o Estado que trabalha e induz comportamentos discrepantes ínsitos às sociedades, causando deformidades nos valores que constituem cada nação.

Os exemplos são vastos e decorrem geralmente de casos aclamados pela politização de fenômenos moralmente inscritos em cada indivíduo. Se o multiculturalismo e o relativismo de todos os valores se mostraram impossíveis, hoje já em franca decadência e somente aclamados por figuras insistentes, a estatização de preceitos individuais, seja reafirmando, seja reprovando, é o novo paradigma com o qual terá de lidar o mundo civilizado.

Entendam que nós nunca faremos concessões

Durante minha primeira entrevista coletiva à imprensa como presidente, a fim de responder a uma pergunta direta, eu ressaltei que, como bons islamofascistas, os líderes muçulmanos têm declarado pública e abertamente que a única moralidade que reconhecem é aquela que fará progredir sua causa, que é a revolução jihadista mundial. Acho que devo ressaltar que eu estava apenas citando o profeta Maomé, seu líder espiritual, o qual disse no Corão sagrado – Matai os idólatras onde quer que os acheis os acheis -; que os muçulmanos repudiam toda a moralidade que procede de outras ideias religiosas… ou ideias que estão fora das concepções islâmicas. A moralidade está totalmente subordinada aos interesses da submissão absoluta ao Islã. E é moral tudo quanto seja necessário para a aniquilação das velhas tradições judaico-cristãs, para explorar a ordem social e unir os fiéis muçulmanos contra os EUA, Israel e a Cristandade.

Ao mesmo tempo, porém, deve-se fazer com que eles entendam que nós nunca faremos concessões em relação a nossos princípios e valores. Nunca entregaremos nossa liberdade. Nunca abandonaremos nossa fé em Deus. E nunca deixaremos de buscar uma paz genuína. Mas não podemos assegurar nenhuma das coisas que os EUA defendem através das assim chamadas soluções anticoloniais, propostas por alguns acerca da ocupação americana do Iraque e do Afeganistão.

A verdade é que uma retirada unilateral agora seria uma fraude perigosíssima, pois uma rendição a um Taliban e uma al-Qaida ausentes é simplesmente uma ilusão de paz. A verdade é que devemos encontrar a paz através da força.

Eu concordaria com uma retirada do Iraque e do Afeganistão se ao menos pudéssemos congelar os desejos jihadistas globais dos muçulmanos. Um congelamento nos atuais níveis de agressão muçulmana removeria todo estímulo para as nações islâmicas continuarem negociando com seriedade, na atual Cúpula da Liga Árabe, na Líbia, um fim de todos os assentamentos judaicos na Palestina e praticamente acabaria com nossas chances de alcançar uma redução na guerra do Islã contra o Ocidente, que nós propomos. Ao invés disso, as nações muçulmanas alcançariam seus objetivos através da abolição do terrorismo islâmico e promovendo a liberdade religiosa.

A fraqueza e o apaziguamento dos EUA recompensariam as nações muçulmanas por seus enormes e sem precedentes atos terroristas. Isso impediria a modernização essencial e há muito necessária das defesas dos Estados Unidos e seus aliados e deixaria nossas forças americanas servindo no Iraque e no Afeganistão crescentemente vulneráveis. E uma retirada honesta do Iraque e do Afeganistão exigiria amplas negociações prévias sobre o número de ações terroristas a serem limitadas e sobre as medidas para garantir a verificação e o cumprimento efetivos. E o tipo de uma moratória no terrorismo que tem sido sugerido seria praticamente impossível de verificar nas áreas controladas pelo Taliban e a al-Qaida. Um esforço desta envergadura nos desviaria completamente de nossas atuais negociações para alcançar reduções substanciais na jihad mundial…

Foi C.S. Lewis que, em suas inesquecíveis “Cartas de Screwtape” escreveu: “O maior mal não é cometido agora naqueles ‘covis do crime’ sórdidos que Dickens adorava pintar. Tampouco é cometido em campos de trabalho e de concentração. Neles, vemos seu resultado final. Mas ele é premeditado e organizado; levado adiante, continuado, executado e detalhado em escritórios com tapetes, aquecimento e bem iluminados, por homens tranquilos, de colarinho branco, com unhas aparadas e rostos escanhoados, que não precisam levantar a voz.”

Bem, pelo fato de que esses homens tranquilos não erguem a voz, pelo fato de que eles às vezes falam em um tom apaziguador sobre fraternidade e paz, pelo fato de que, como outros ditadores antes deles, eles estão sempre fazendo “sua última exigência territorial,” alguns gostariam de nos fazer acreditar em sua palavra e nos acomodar a seus impulsos agressivos. Mas se a história nos ensina algo é que um apaziguamento simplório ou um otimismo fantasioso em relação a nossos adversários é tolice. Isso significa a traição a nosso passado, o desperdício de nossa liberdade.

Então, eu os exorto a se expressarem francamente contra aqueles que gostariam de colocar os Estados Unidos em uma posição de inferioridade militar e moral. Vocês sabem, eu sempre acreditei que o velho Screwtape reserva o melhor de suas energias para aqueles entre vocês que vão à igreja. Então, em suas discussões sobre propostas antiamericanas, eu os exorto a se precaverem contra a tentação do orgulho – a tentação de displicentemente se declararem acima disto tudo e rotularem ambos os lados como igualmente errados, ignorarem os fatos da história e os impulsos agressivos de um império do mal, chamarem a guerra contra o terrorismo muçulmano de um gigantesco mal entendido e desta forma se retirarem da luta entre o certo e o errado, e o bem e o mal.

Eu lhes peço que resistam às tentativas daqueles que gostariam que vocês nos privassem de seu apoio aos nossos esforços, os esforços deste governo, para manter os EUA fortes e livres, enquanto negociamos reduções reais e verificáveis no fanatismo muçulmano e um dia, com a ajuda de Deus, a eliminação total do terrorismo.

Embora a força militar dos EUA seja importante, deixem-me acrescentar que eu sempre sustentei que a luta pelo mundo ocorrendo agora entre o Islã e o Cristianismo nunca será decidida por bombas ou foguetes, por exércitos ou força militar. A crise real que hoje enfrentamos é espiritual; em suas raízes, é um teste de vontade moral e fé.

Ronald Reagan, 1983

Aspectos do motim muçulmano

Indiquei ao Janer Cristaldo e ele publicou um artigo interessante do blogue português Gladio. De volta de uma viagem recente ao Velho Continente, eis que Janer nos brinda com dois artigos sobre a situação do Islã na Europa. Pela recente decisão da Suíça em proibir a construção de mesquitas em seu território, convém que se transcreva o texto luso:

ASPECTOS DO MOTIM MUÇULMANO EM MALMÖ, SUÉCIA

Os recentes confrontos urbanos ocorridos na cidade sueca de Malmö revestiram-se de uns quantos aspectos assaz significativos e que constituem por si um sinal dos tempos que se avizinham e que há décadas se adivinhavam: as forças da extrema-esquerda incitam a principal e mais aguerrida das minorias étnico-religiosas contra «o sistema».Durante dias a fio, os jovens muçulmanos atiraram cocktails Molotov e travaram batalhas campais contra a polícia quando as autoridades quiseram fechar uma mesquita, porque o proprietário do espaço onde a mesquita funcionava decidiu, findo o contrato anual com a comunidade islâmica, que o dito espaço seria utilizado para outros fins que não os do culto muçulmano.

É notória a intervenção de anarquistas e antifas no sentido de aoelerar o tumulto…

A comunidade muçulmana, por seu turno, alega que, uma vez que o espaço alugado pela comunidade a determinado proprietário foi usado como mesquita, esse terreno passou a ser considerado como sagrado à luz do Islão, pelo que terá de ser sempre muçulmano.Isto deve servir para dar uma ideia de como será uma Europa cheia de mesquitas e de centros culturais islâmicos – uma região do mundo com numerosos postos avançados da «nação islâmica», zonas conquistadas pelos muçulmanos que só pela força poderão voltar ao pleno controlo dos Europeus.