O excomungado quer continuar padre

Eis que de repente, não mais que de repente, o [ex-Padre] Beto, com seu jeito de grande pompa na palestra de besteiras sem fim, em suas frases das mais interessantes e na “doçura” juvenil característica dos padres afeminados então defensores de tudo o que a Tradição repugna, eis que esse personagem caricato da modernização da Igreja foi finalmente excomungado, com direito à registrada e já tão debatida decisão em cautelar que aqui pode ser lida. Trata-se finalmente de uma vitória que abrange também a sanidade de qualquer movimento cristão que pretenda, através do retorno a velhas heresias sempre repetidas, revisitar também o descalabro da ruína lenta, mas constante, da fé em Cristo. Afastá-lo é medida sanitária. De qualquer forma, o artifício do herege perdura sobre a autoridade como um vírus não manifesto, porém ali presente. Já em agosto de 2013, afirmei: “O trato dessa instigação herética costuma acompanhar o sujeito que munido da autoridade também fornece a idealização do “homem sensível aos problemas atuais”. Beto, ainda que considerado padre excomungado, deve ser considerado ex-padre naquilo que lhe apraz em seu orgulho herético, não obstante contaminado pelas ideologias. A censura por ele sofrida merece ser vista pelo ângulo da defesa doutrinária e não somente pela defesa da manutenção da autoridade que acompanha o cargo. O primeiro dos pedidos de todo propagador de doutrinas estranhas é manter antecedente ao nome o cargo que lhe sustentava a palavra de influência. A excomunhão também tem seu caráter pedagógico“.

Dito e feito. Beto, o ex-Padre, tenta hoje trazer à sua ansiedade pela novidade destrutiva o título de “padre” que deveria ele ter vergonha de pronunciar. Se era mesmo um cativo da Igreja e submisso às ordens, não mais o é. Que se anote essa malandragem nos autos que apuram quaisquer outras heresias praticadas pelo ex-padre. Que, aliás, a continuidade do título em suas palestras seja fato repudiado por seus discípulos.

Creio firmemente que ele terá sob a saia um grande número de fieis, ainda que já destituído de qualquer autoridade e ainda que seu caso seja exemplo para qualquer cristão. Esse tipo mais comum de doutrinador cativa pela leveza de seus ensinamentos; tão leves que basta o sopro da autoridade instituída para que lhe seja retirado o benefício da dúvida. Outra dia era ainda um injustiçado pela opressão do conservadorismo caracteristicamente cristão; atualmente, não passa de um palestrante que quer se manter na sombra do resquício do cristianismo.

Se não mais pronunciar o nome de Jesus Cristo, ao menos irá honrar a postura de ex-cristão.