Marco Feliciano: golpe de mestre

O problema de Marco Feliciano é ele pertencer às rédeas do movimento evangélico que tem aguentado críticas e reprovação de protestantes e católicos. Por isso, essencial a demonstração de que Marco Feliciano, enquanto líder religioso, não tem autoridade nas denominações protestantes, o que obviamente difere de seu carisma nas comunidades renovadas, as quais balbuciam sua candidatura presidencial. Serviu-nos o estardalhaço promovido por artistas e homossexuais a lição de que a histeria minoritária tem o poder de alavancar um político inerte, inexistente no rol de influência de Estado, e por isso passível de esquecimento. Feliciano entrou para a memória popular e não tão cedo será esquecido, o que significa dizer que os homossexuais calçaram o sapato com pedra como bem espera qualquer político minimamente experiente. Ocorre que pelas regras da democracia brasileira (o que pode nada significar), impossível que Feliciano seja destituído de sua cadeira na Comissão de Direitos Humanos senão pela decisão judicial em acórdão que retire consequentemente sua candidatura. A luta será difícil àqueles que desejam na Comissão de Direitos Humanos um político aberto a tudo e todos, um prostituto ideológico como em regra são os políticos da esquerda. Mas Feliciano pertente à esquerda, o que nos faz mover as peças do xadrez com todo o cuidado. Se fosse louco, diria que Marco Feliciano faz de seus opositores trouxas histéricos, tendo em vista a histeria que reina em suas frentes de pregação. Nada mais salutar: Marco Feliciano, não representando nem protestantes nem humanistas, agora pode se declarar esquerdista com o apoio de evangélicos que são majoritariamente conservadores. Um golpe de mestre.

Anúncios