A Páscoa [pagã]

Escrito em 20 de março de 2007.

Quando ainda ateus e agnósticos procuravam o sentido da vida em Rousseau, os cristãos protestantes, em uma rivalidade excessiva perante o catolicismo, buscavam os motivos pelos quais determinadas festividades tinham sua origem pagã. De fato, o questionamento do paganismo cristão foi e é uma preocupação cristã, elencada em alguns milhares de livros sobre o assunto e inacessíveis por estas terras. O ateu [ou agnóstico] que se preocupa com a origem pagã das festividades cristãs o faz por um sentimento de combate ativista à religião, não obstante imaturo, ainda que sua argumentação decorra do mesmo nível de estudo que permite frases como “a Igreja matou milhões de bruxas” (sic).

Ora, não há grupo que mais condene e tente esclarecer o paganismo das datas cristãs que os cristãos carismáticos, munidos inclusive de estudos amplamente difundidos pela boca de ateus. Ainda que o estudo decorra de uma preocupação cristã, o ateu [ou agnóstico] quer de todo modo relevar o assunto em um combate ao Cristianismo como um todo. Como combater o Cristianismo com um assunto que é de interesse… cristão? O que não retira, obviamente, o sentido atual atribuído à data, ainda que sua origem seja torpe.

O ateísmo é essencialmente ingênuo, porque falta estudo.

Anúncios