Francis Arinze

Assim como o discurso de um estudante negro privilegiado sobre o branco, por imposição do Estado, tem seu respaldo na famigerada “justiça social”, então disposta a imputar a brancos e orientais a responsabilidade que não existe, de igual forma na Igreja de Roma a escolha de um papa negro, africano e reafirmador do Concílio Vaticano II se fundamenta na supressão da tradição mediante a escolha de uma nova liderança que seria, para todos os fins, um subversivo revolucionário e adepto das políticas mais modernas. O eurocentrismo papal é a nova acusação. Que Arinze seja então requisitado, não pela cor de sua pele, menos ainda por representar um símbolo ideológico de renovação meramente política, mas por sua pertinência nas palavras e no espírito de suas intenções.