Niemeyer no banco dos réus

Há quem diga que chamar um morto de canalha é covardia. Mas Oscar Niemeyer teve a vida para se defender e, na oportunidade, mostrou-se mais um dos que amparavam o genocídio soviético com a “poesia” característica da esquerda latina. Considerado gênio na arquitetura – quem já visitou suas obras em Brasília de certo neste momento expressa um sorrisinho irônico -, com a elevada idade já há muito era também um santo. Ora, todo velho em seu estado terminal torna-se santo, senão profeta. Profeta das utopias que mancharam o Século XX, ainda na boca não dos antigos, mas de jovens que somente agora, após sua morte, tomaram conhecimento da natureza arquitetônica de Niemeyer: a conhecida “selva de concreto”, de origem soviética, aplicada sem ressalvas em seus projetos. Sua morte serviu para a elucidação de alguns pontos interessantes: proliferam os textos e exclamações acerca do que era e dizia Niemeyer. Alguns reclamam que o santo está sendo pervertido; outros dizem que o “gênio” teve suas obras questionadas. Niemeyer está no banco dos réus, como jaz qualquer chulo que na velhice se torna um piedoso de bom coração.