Pravda explica Obama

The red, white and blue still flies happily but only in Russia. Russia still has St George defeating the Dragon with the symbol of the cross on its’ flag. The ACLU and other atheist groups in America would never allow the US flag with such religious symbols. Lawsuits a plenty against religious freedom and expression in the land of the free. Christianity in the U.S. is under attack as it was during the early period of the Soviet Union when religious symbols were against the law.

Let’s give American voters the benefit of the doubt and say it was all voter fraud and not ignorance or stupidity in electing a man who does not even know what to do and refuses help from Russia when there was an oil spill in the Gulf of Mexico. Instead we’ll say it’s true that the Communists usage of electronic voting was just a plan to manipulate the vote. Soros and his ownership of the company that counts the US votes in Spain helped put their puppet in power in the White House. According to the Huffington Post, residents in all 50 states have filed petitions to secede from the Unites States. We’ll say that these Americans are hostages to the Communists in power. How long will their government reign tyranny upon them?

Russia lost its’ civil war with the Reds and millions suffered torture and death for almost 75 years under the tyranny of the United Soviet Socialist Republic. Russians survived with a new and stronger faith in God and ever growing Christian Church. The question is how long will the once “Land of the Free” remain the United Socialist States of America? Their suffering has only begun.”

O templo do humanismo

Onde se lê o texto de nossa bandeira, o “templo” da foto acima é um exemplar da chamada Religião da Humanidade, fundada por Augusto Comte. A pretensão do humanismo enquanto movimento político sempre se pautou na substituição da religião sagrada pela religião secular, ao ponto de fazer da metodologia científica uma tentativa automática de aniquilação da metafísica e teologia. É possível dizer que o humanismo de Comte está intimamente ligado ao cientificismo contemporâneo, o qual é mera atribuição discursiva à religião da retórica progressista e tecnicista. Contudo, o esquecimento de Comte pelo ateísmo atual não é sem propósito, porquanto tê-lo em ênfase seria assumir o caráter protorreligioso de um discurso basicamente materialista. Se desde os idos dos movimentos totalitários do final do Séc. XIX é afirmado que a ciência se tornou também uma entidade de afirmações de crença (ou, ainda, a ciência-entidade com “c” maiúsculo), inclusive incorporadas pelos estados, não sem motivo Comte tentou fazer dos métodos científicos aqueles que trariam à falência os métodos teológicos da religião.

Soar como hilária a investida do humanismo comteano não é o bastante: é preciso que Comte seja novamente colocado na pauta das discussões ateístas para que seja relembrada a origem de muitos de seus pressupostos hoje recorrentes. Disso, uma vez que o materialismo ateísta tenta se sobrepor à religião mediante o racionalismo discursivo – ou seja, o racionalismo que não decorre das validações, inclusive filosóficas, mas sim o racionalismo dos truques da lógica -, é factível que Comte tenha seu lugar ou no pedestal do humanismo, ou no caixão das principais discussões.

A aparente vergonha dos humanistas atuais perante o pai do humanismo científico não traz outra conotação senão retirar de seus ímpetos principais o germe da religiosidade. Religiosidade secular, leia-se, mas não menos substanciada na crença que permeia tanto a religião humanista quanto a religião sacra, esta última justificada porque reconhecidamente responsável pela ordem supra-humana e pelo desvendo de sua divindade e teologia. Quando se fala em Comte, fala-se dos fenômenos circulares e inclusivos da retórica ceticista aptos a retirar do ateísta contemporâneo a máscara da antirreligiosidade, vinculando-o a outra espécie de estrutura de crença e de afirmações de autoridade. Em suma, o ateísta comtiano, em espécie o ateísta atual, não sobreviveria em seus pressupostos se fosse a ele transferida a responsabilidade das origens de suas convicções a princípio destituídas de qualquer crença. Por isso Comte nunca é lembrado, e por isso Comte sequer é estudado pela maioria esmagadora dos céticos humanistas.

Atentar a seu nome permite questionamentos também de aprofundamento histórico e biográfico. Claude Henri de Rouvroy será também lembrado. O socialismo terá sua ponta no enredo positivista. O marxismo será explorado enquanto base elementar da moral humanista. O cientificismo será analisado enquanto crença, com a desvantagem de não ter os alicerces da teologia milenar.

perspectivas

“Segundo Hamerroff e Penrose, o cérebro humano funciona como um computador biológico com 100 mil milhões de neurónios que se comportam como redes de informação. E explicam que, numa “experiência de quase-morte”, os microtúbulos perdem seu estado quântico, mas a informação contida no seu interior não é destruída.”

via Investigadores dizem ter provas sobre a existência da alma.

Vivemos, de facto, num mundo perigoso onde as ideias afirmadas sob o consulado de uma autoridade de direito da “ciência” podem ser o esteio da justificação da barbárie.

Talvez a maior dificuldade do ser humano é a de conceber racionalmente a transcendência; mas a imanência sempre esteve presente na cultura antropológica. No entanto, é possível ao ser humano — pelo menos a uma parte dos indivíduos da espécie humana — deduzir a transcendência (através da racionalidade, e não do racionalismo) a partir da imanência e/ou a partir da sua própria…

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Um diálogo sincero sobre o ambientalismo

Quando escrevo sobre meio ambiente, automaticamente sou servido por algumas manifestações de desalento perante meu ceticismo nas causas ambientalistas. Assumo que a minha impaciência em lidar com o assunto corrobora também as frases de máximas muitas vezes irrelevantes, mas que tendem a minimizar especulações sobre qual seria de fato a minha preocupação perante um dos assuntos que mais incitam atualmente paixões, ofensas e reflexões. Disso, a recomendação feita por um leitor faz todo o sentido. Disse ele:

“Talvez por eu trabalhar numa ONG eu não vejo a coisa pelo lado que você vê. Há sinceridade e honestidade na maior parte das causas ambientalistas mas não significa que eu referendo como querem os ideólogos. Concordo com você quando você diz que o ambientalismo é ‘ideologia’, mas discordo quando você fala que todo ambientalista age de má-fé. Não concordo com essa visão principalmente porque ela reduz o problema da destruição ambiental. Ao mesmo tempo sou liberal, reconheço que o ambientalismo ideológico destrói a riqueza da nação sempre visando o bem de macacos e papagaios e não dos seres humanos. Temos de lidar com o assunto sempre na vontade de discutir até que ponto o ambientalista ajuda ou prejudica a sociedade, essa é a minha preocupação”.

Não me recordo em afirmar que todo ambientalista age de má-fé. Do contrário, o mero questionamento das causas ambientalistas já implica no questionador o norte maléfico daquele que indiretamente deseja O Mal da Humanidade. Ainda que eu assim afirmasse, de certo atribuiria a má-fé também à ingenuidade da maioria ambientalista. O mundo é ambientalista, exceção é quem os põe de mãos atadas perante os benefícios ou malefícios da prática.

Por isso, é essencial entender que quando falo de “ambientalismo” falo não só da mera prática preservacionista, mas sim do ativismo político, regido na ideologia, conquanto fundamentado em uma estrutura persuasiva muito além do próprio ambientalismo. O que isso significa? Significa que grande parte daqueles que visualizam uma crítica aos ambientalistas atribuem sua causa à preservação, enquanto que os outros, ora, os outros são aqueles que querem viver na selva de pedra. As consequências dessa visão são sempre evidentes, pois que incessantemente de acordo com a imagem maléfica do sujeito que não somente obscurece os ímpetos do ambientalista, mas que posteriormente influencia, no debate, as motivações ideológicas por trás das aparências. Portanto, a sequência catastrófica do que tento impor em todo e qualquer diálogo no assunto não é assumido pelo ambientalista, uma vez que de início sua estratégia seria desvincular seus atos das ideologias por mim expostas, retirando-se posteriormente de qualquer politização apta a corroer sua sinceridade e macular a honestidade de seus argumentos.

Veja, leitor, que a discussão proposta corrobora não a utilidade óbvia e benéfica do meio ambiente (afinal, nunca fiz ode à extinção de macacos, como sugerido outrora por outros leitores); opostamente, a discussão a que proponho envolve o desvendo categórico da ideologia que abraça firmemente a defesa aparentemente inocente do ambiente natural. O impasse e as desavenças se iniciam no exato momento em que o ambientalista tem seus motivos postos em dúvida, uma vez que majoritariamente, diante da população, o ambientalista carrega a imagem da autoridade política, e não somente de autoridade científica. Enquanto autoridade científica, questionar seus motivos eminentemente políticos tem o condão de antecipar que a ciência proposta pelo ambientalista é, no mínimo, probabilista. Ou seja, se acompanho em um debate a sinceridade e honestidade do sujeito, é inevitável que em algum momento eu o questione acerca de suas motivações essenciais, aquelas pelas quais a defesa do meio ambiente extrapola as afirmações com base no método científico para adentrar ao campo das emoções preservacionistas e do paganismo pós-moderno. Disso, não há escapatória. O ambientalista é obrigado a assumir que defende não somente a preservação, mas “os motivos pelos quais a natureza deve ser preservada”. Se o argumento anterior se vinculava automaticamente ao aquecimento global, hoje encontra-se substanciado na divinização do meio ambiente e na demonização do homem urbano.

Duas frentes de discussão são abertas, portanto: a primeira pode ser concebida na coletivização da consciência natural, algo muito similar ao universalismo biológico de Avatar; a segunda pode ser alocada à tendência crescente do ambientalismo ideológico em implorar ao Estado as medidas que o indivíduo desrespeita. A primeira opção não tem respeito senão pela atribuição espiritualista dos discursos ambientalistas e a segunda, sequer é lembrada nos discursos mais inocentes e sinceros. Quando afirmo que o ambientalismo não sobrevive sem a coerção do Estado, escorre entre os dedos do sincero sua pretensão de salvação profética porque esclarecido a ele o fundamento da política que norteia, principalmente, seus argumentos mais básicos.

Novamente, temos duas propostas a serem seguidas: ou o ambientalista assume que sua defesa do meio ambiente é necessariamente estatista, por isso sempre encostada nas políticas afirmativas de educação ambiental, mediante taxação, impostos, penas e regulamentações, ou assume que sua defesa do meio ambiente segue critérios éticos suficientes a afastar qualquer subjetivismo. Nesse caso, a discussão dificilmente envereda ao caminho do salvacionismo meramente profilático e paradoxal, havendo em regra um consenso inevitável de que se o homem está na natureza, participa então das mesmas justificativas de preservação atribuídas à fauna e flora. Do que percebo, a única desavença possível é se um dos questionadores argumenta que o homem, ora, está acima da natureza [posição a qual concordo].

Contudo, reafirmo o que disse em 2009:

“Improvável o ambientalista observar o recinto filosófico como filosofia em si mesma, produção unilateral, individualista e exercício destituído do coletivo. Somente se pressupõe ambientalista aquele que exerce os ímpetos ativistas, o que factualmente exclui qualquer conclamação intelectual; o ambientalismo clama pelo coletivo, e somente nele subsiste. O coletivo ambiental, este é o aforismo da eupatia pensativa e simulacro das tendências de matula”.

Acrescentaria tão somente que a coletivização ambientalista, a mesma que tende à educação compulsória, somente pelo Estado mantém sua seriedade. Ao leitor acima citado, ficam então algumas das minhas constatações: a sinceridade e honestidade não afastam a dissimulação que ao menos tende a negar a coerção e regulamentação de Estado, assim como o ambientalismo meramente reflexivo, não ativista, não tem espaço nas investidas atuais de conscientização ambiental. Ambos agem de boa-fé e creio de fato que a honestidade nos argumentos perdura no trajeto que vai da escatologia ecológica à equiparação de todos os seres enquanto unidos por uma força imaterial, não obstante inteligente.

Apenas não queira ser levado a sério se a sua ambição existencial é salvar dos humanos os curiangos-do-banhado.

O argumento impagável de Jefferson Aparecido Dias

“Imaginemos a cédula de real com as seguintes expressões: ‘Alá seja louvado’, ‘Buda seja louvado’, ‘Salve Oxóssi’, ‘Salve Lord Ganesha’, ‘Deus não existe’. Com certeza haveria agitação na sociedade brasileira em razão do constrangimento sofrido pelos cidadãos crentes em Deus”.

Para quem está acostumado a lidar com a retórica ateísta, é plenamente aceitável vincular essa frase ao discurso de um amador [porque já abandonada pelos ateus mais perspicazes]. Mas ela foi dita por um Procurador do Ministério Público Federal, o que de fato não retira sua meninice. A valiosidade da pérola aumenta conforme aumenta o cargo da autoridade pública. É possível imaginar melhor a técnica ameninada das justificativas ao observarmos as explicações dadas por ele no início deste vídeo. Jefferson Aparecido Dias, regulador nato, é velho conhecido nas “lides do Estado Laico” e nos oferta verdadeiras pérolas no exato momento em que coloca nas peças judiciais os jargões da trupe. Apesar de considerar incompleto e longe de seu propósito inicial, no mínimo interessante notar que este texto já explanou o mesmo discurso, agora repetido em um processo judicial. Tento aqui dar uma colher de chá à sua pérola: no mínimo Dias cumpre com o prometido e definitivamente garante ao populacho o acesso à sabedoria jurídica.