Cotas, novamente

Em meio à dissertação sobre o tema, em que tentava explicar sobre as consequências da oficialização das cotas pelo STF (à luz dos exemplos utilizados pelos ministros, como o sepultado sistema de cotas americano, o qual hoje é ilegal em vista de sua degradação à época disseminada), eis que leio este texto de Janer Cristaldo.

Na íntegra, aqui:

“Negros honestos, que não querem favores na hora da competição, já estão sentindo o problema. Ainda hoje, recebi de mãos amigas o comentário de uma aluna negra do curso de engenharia eletrônica da UERJ: “Isso só vai nos prejudicar, a nós que enfrentamos o vestibular sem cotas. Quando alguém analisar o currículo e descobrir que sou negra, vai pensar: essa entrou na faculdade pelas cotas. Adeus emprego”.

Cá entre nós, penso que devia constar de todos os diplomas, daqui pela frente, se o diplomado entrou pelo sistema de cotas ou se disputou lealmente sua vaga na universidade. No diploma dos negros que entraram na universidade por este sistema, que conste em letras garrafais:

ADMITIDO NA UNIVERSIDADE PELO SISTEMA DE COTAS

Afinal, se cotas é privilégio do qual nenhum beneficiado deve envergonhar-se, não deve ser infamante registrá-las no diploma.”

Nada mais.