A violência simbólica do feminismo

Há um tempo falei sobre a relação íntima entre a animalização dos sentidos e o feminismo enquanto ideologia [política]. O conceito da “violência simbólica” a seguir trata bem desse tipo de estruturação de subjugação do sexo feminino em toda e qualquer falácia argumentativa, ao ponto de tão somente a existência da figura do “macho” ser estritamente a opressão ressentida. É dizer: se o feminismo exige o respeito, o exige por meio da retórica do vitimismo de gênero, que hoje também compõe os gritos do movimento homossexual.

No Perspectivas:

“Para além da visão parcial da realidade e política e ideologicamente orientada, o feminismo adopta o conceito de “violência simbólica” que não é só de Pierre Bourdieu, mas foi essencialmente desenvolvido pelo desconstrutivismo que culminou em Derrida, conforme escrevi aqui. Aliás, o conceito de “violência simbólica” não tem uma definição, mas antes baseia-se em puras análises subjectivas da realidade — ou seja, a violência simbólica é aquilo que eu quero, tu desejas, e eles e elas imaginam. No próprio texto não consegui encontrar uma definição de violência simbólica aplicado ao sexo masculino.

No conceito de “violência simbólica” pode caber tudo o que tu quiseres e achares necessário à sustentação da tua ideologia, com a vantagem de não existir uma definição.

Assim, qualquer acto ou comportamento do homem, pelo simples facto de ter alguma característica marcadamente masculina, pode ser considerado como sendo “violência simbólica”, o que significa, em termos práticos, a tentativa da negação cultural da essência masculina. Por exemplo, o simples facto de o homem, em termos gerais, falar menos do que a mulher, pode ser considerado como uma forma de “violência simbólica” da parte do homem em relação à mulher, porque alegadamente recusa ou não participa na forma feminina de se expressar. E o facto de o homem urinar de pé, pode ser considerado um acto de violência simbólica.

O conceito de violência simbólica masculina pode aplicar-se a tudo o que quisermos: é só escrevermos o menu. E exactamente porque o uso do conceito é arbitrário e discricionário, é irracional. Não é por acaso que este e outros conceitos desconstrutivistas aproveitados pelo feminismo, foram elaborados por homens: o desiderato é ideológico (religião política), e portanto, apela à irracionalidade do ser humano em geral, e especialmente à irracionalidade das mulheres.”