Cuba ensina a devida revolução

Socialismo significa direitos e oportunidades iguais para todos, mas não igualitarismo” – José Luis Toledo, presidente da comissão de Constituição e Justiça do Parlamento de Cuba.

O socialismo dura enquanto dura a ociosidade. Quando até mesmo esta se esgota, alcançando níveis insuportáveis, os direitos e oportunidades iguais tomam uma nova forma em que todos querem ser patrões, e não empregados. Eis o dilema de todo revolucionário: terminada a revolução, exterminados os burgueses, acalentam-se em saborear um resquício do mérito, produção, lucro e conforto. Mas não em demasia, pois nunca se pode abandonar uma causa utópica, por mais irrelevante que seja.

Enquanto isso, não obstante as renomeações do óbvio, a Teologia da Libertação afunda na lama que inventou. Desacreditada e apenas insistida por jovens e velhos que veem em Leonardo Boff um filósofo, a libertação então pregada se conscientiza e se transforma na luta política da felicidade em um clamor infantil pelo ambientalismo compulsório. É o que ocorre a qualquer fenômeno anômalo dentro do Cristianismo: quando então expurgada e tida como definitivamente um produto anticristão, volta-se para questões que são, em sua grande maioria, defendidas pelo novo paganismo do Século XXI.