Rednecks e propriedade privada

A depreciação dos chamados “rednecks” (trabalhadores americanos rurais do sul conhecidos pela pele avermelhada, por consequência da exposição constante ao sol escaldante) não é somente uma piada a determinado grupo de características comuns, mas também a depreciação do labor familiar que estruturou instituições e consolidou a defesa irrestrita da propriedade privada, mediante a exaltação do cristianismo. Se na literatura do Século XIX foram conhecidos como os imigrantes do norte europeu que conquistaram terras e respeito mediante o esforço individual e a rejeição a qualquer amparo do Estado, hoje são chamados “rudes” que, se de fato rudes, representam um dos últimos movimentos anti-coletivistas dos Estado Unidos. Não obstante, grande parte de seus detratores são esquerdistas latinos ou, além, liberais progressistas que formam uma identidade universal inseparável: a de rechaçar qualquer grupo que não queira se adaptar às novas infecções culturais.