Das lições que nunca se perdem

Ao menos o homossexual sabe que sua condição é anômala. Quando inquirido acerca de seu comportamento, e quando enfrentado por uma análise moral da situação, o homossexual tende a se debruçar no perigoso e mais falacioso dos conceitos filosóficos: “o que importa é a felicidade”, sentenciando a si próprio. Em nome dela – e, veja, ainda que reconhecendo seu estado de degradação – o indivíduo gay convalesce certa tendência em negar todo e qualquer fenômeno que venha a suprimir seu estado de felicidade, o qual chamo aqui de “estado de satisfação passageira”.

A felicidade para o gay é então uma forma de afastar, por exemplo, qualquer rejeição social, pelo qual se implora pela tolerância. “Quem irá dizer como devo ser feliz?”, perguntam. Contudo, a aceitação do homossexualismo, que não envolve necessariamente religião, desperta certa repulsa social que deve ser domesticada, negando eles a reconhecerem que a aversão social ao homossexualismo é antes uma aversão moral e que antecede meras opiniões formadas pelo consentimento à felicidade, tolerância e fraternidade.

É evidente que o homossexualismo é tão antigo quanto a própria civilização, assim como as prostitutas, mas a afirmação do homossexualismo pelo Estado, mediante medidas coercitivas, é fenômeno novo e que transcende historicamente a repulsa social que antes sufocava ativismos irrelevantes. Assim, qualquer comparação com o homossexualismo babilônico e romano não encontra na atualidade seu amparo fundamental, que é a tentativa do gay em impor condutas pelas vias da burocracia e da educação escolar.

Do contrário, o Estado historicamente convulsionou o homossexualismo à marginalidade e, posteriormente, à forca. Confiar que outros queiram a sua felicidade é tão ingênuo quanto crer que o Estado não tenha em si o resquício daquilo que praticou por séculos.