Islã condena o sepultamento de um irmão

A Irmandade Islâmica dos EUA nos exorta que um corpo jogado ao mar desrespeitaria o princípio natural e fundamental do islamismo em enterrá-lo com a cabeça voltada a Meca. Segundos tais santos, nem o mais perverso dos homens merece tamanho desrespeito e injúria a algo que envolve também questões espirituais. Tal comunidade é a mesma que diz com todas as letras que Osama Bin Laden não representa o Islã; do contrário, afirmam, Osama é anti-islâmico por atuar contra os princípios d’O Grande Profeta e fazer do islamismo uma religião caracteristicamente bárbara.

Uma a uma, as manifestações de líderes islâmicos parabenizam comedidamente a morte do terrorista, mas condenam veementemente a forma com a qual o irmão foi sepultado. Ao tempo em que se condena o morto por aquilo que fez em vida, louva-se o corpo que, para qualquer muçulmano, seria um ícone a ser rememorado, para o bem ou para o mal.

Assim como acredito na função civilizatória do cristianismo, é certo que o Islã, no mundo cristão, está sendo relativamente domado. O discurso islâmico informa novos paradigmas de exaltação dissimulada de personagens tidos como escória na civilização, discurso este travestido em máximas universais a todo homem.

Mestres islâmicos nos informam que devemos separar a atuação em vida, e suas consequências, do julgamento divino conforme preceitua a religião. Em suma, tentam veladamente instituir ao ocidente como e onde se deve sepultar seus inimigos declarados.