Portugal está um Brasil que há muito conhecemos

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O Modelo Socialista, supostamente apostado em prejudicar quem mais têm, não mais tem feito senão retirar das mãos das classes mais desfavorecidas instrumentos fundamentais de mobilidade social, que as permitiriam ascender a níveis de prosperidade razoáveis. A progressividade da carga fiscal, o mercado laboral estático, a burocracia kafkiana da administração e dos tribunais e o “monstro” em expansão da função pública têm sido, ao longo das últimas décadas, mais que uma barreira económica, uma barreira social para quem realmente trabalha. Por outro lado, a crescente subsidio-dependência, o Estado Social falido e as teorias de engenharia social importadas do mainstream marxista das Universidades Europeias, têm vindo a criar uma classe de ociosos, parasitas sociais que sobrevivem embriagados com o suor dos trabalhadores.

“A justiça ao arbítrio da Politica, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas” Guerra Junqueiro

Roubaram-nos a segurança. O bandido é senhor, desculpado vezes sem conta, como se roubar ou agredir,não sendo, aparentemente caso de polícia, não mais fosse que coisa que se resolve na cadeira de Freud. O tipo rouba-nos, eles desculpam-no e ai de quem o prenda ou mate. Se é pobre, é segregação e genocídio social, preze-se o palavrado. Se é de alguma etnia é racismo e exclusão étnica. E se é político nem se fala no assunto. Se o agente atira e mata, na manutenção da segurança geral, é preso e levado a um longo julgamento. Se o cidadão atira e mata, na manutenção da sua segurança e da sua propriedade, é preso e nem a um longo julgamento tem direito. Por vezes, contemplo o sabre cá de casa e pergunto-me se o monopólio da aplicação de força por parte do Estado (e sendo assim, do bandido também) é coisa boa. mas julgo ter assistido ao Tropa de Elite 2 vezes demais para ter pena do bandido (ou do político).

A educação segue pelo mesmo caminho. Passamos de 8 a 80. Se no Estado Novo se pensava que se resolvia qualquer problema de insubordinação à reguada, hoje a crença é que se resolve todo o problema no psiquiatra. Se se porta mal é porque é pobre, se não é pobre tem problemas em casa, se não tem problemas em casa acabou com a namorada e no limite do assunto colocar-se-ia a hipótese de lhe ter falecido o bobi. Enxerguem-se! Ponha-se a canalhada na ordem e valorize-se quem quer aprender. Não se esquecendo de correr com uns quantos parasitas que se dizem professores, tendo ainda menos talento e vontade para a coisa que os traquinas que têm na sala de aula.

A cannabis é um caso engraçado. Grande parte da população fuma ou já fumou. Fuma-se nas esplanadas, nas avenidas, nos parques. Fuma-se em frente à polícia, se esta é complacente, fuma-se com a polícia, se esta é apreciadora ou vê-se o produto apreendido que alguém o fume não se sabe onde. A cananbis está generalizada e entranhada na sociedade, no entando, ao lado da prostuição, continuam sendo tabus assassinos, condenando vastos espaços suburbanos ao crime e à violência, fumentando o tráfico de menores e o trabalho infantil. A hipocrisia por vezes mata.