Educação pública, doutrinação política

Assumo que é cativante as expressões de piedade daqueles que, com voz branda e olhar sereno, afirmam contundentemente que a “educação deve ser pública”. O publicismo não é somente um fenômeno econômico, é de se constar: é, antes, um estigma que inevitavelmente pesa no indivíduo [“egoísta e ganancioso”] a submissão irrestrita à educação que fora antes decidida atrás das mesas de burocratas e outras excelências. Do mais obtuso opinante ao esclarecido estudioso das “ciências sociais”, é uníssona a conclusão de que a educação pública, conquanto aprendizagem pura e simples, é necessária não somente como método de desenvolvimento intelectual, mas também de doutrinação política. E não falo, caros, de uma opinião sórdida e falada em cantos obscuros somente para poucos esclarecidos.

A doutrinação política é assumidamente um ideal que para se desenvolver faltam somente os recursos necessários. Se inexistentes, apressam-se em forjar suas estruturas basilares; se já amplamente divulgados, basta a inserção na mente do estudioso que o mérito é seu dilema antagônico: basta a aniquilação do mérito e a supressão gradativa do esforço e destaque intelectuais como virtudes individuais para que se faça florescer, na mente do mais puro coração, que a ciência de um é a opressão de todos, que o sucesso intelectual individual é a ofuscação causadora da incompetência do coletivismo.