O Estado ridicularizado, ou: “ansiedades latinas”

A vantagem do Estado agigantado e administrado por burocratas ineficientes é o seu descrédito inevitável. Alastrando-se sobre todas as esferas privadas e corroborando a “socialização dos bens”, adquiridos por uns e assimilados por outros, o Estado ineficiente gera o caos econômico e a dissimulação de suas instituições basilares, as quais são somente valorizadas em nações que rejeitam o estatismo ou, no mínimo, organizam-se para evitá-lo. Certamente que não se pode afirmar a rejeição ao Estado algo intrínseco a toda e qualquer cultura civilizacional: se falamos de latinos, falamos também do Estado que antecede o indivíduo.

É por esse caminho pelo qual temos a mobilidade de agrupamentos civis na erradicação de fenômenos intrínsecos a qualquer civilização, tal qual a criação de fenômenos estritamente individuais. Não coincidentemente, os Estados ineficientes são justamente aqueles que produzem aberrações do estilo, por petição ou não de uma população que desconhece os preceitos básicos da liberdade individual e que anseiam, por meio do ócio institucionalizado, o conforto inevitável decorrente da produtividade.

As nações menos civilizadas produzem as maiores aberrações constitucionais, é o que se assimila das ciências jurídicas. Mas, repito, falamos de latinos, e consentimentos são necessários.

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