Breve resumo do seu conservadorismo segundo a História Tupiniquim

Edmund Burke o primeiro conservador? Somente nos livros de História Tupiniquim.

Se o conservadorismo medievalista se inclinava aos poderes monárquicos e rechaçava qualquer forma de descentralização da influência aristocrática – o que culminou na reprovação total da Revolução Francesa -, no Século XIX o conservadorismo encontrou sua fundamentação nacionalista e constituidora de valores estritamente individuais, os quais não deveriam de se entrelaçar às barbaridades vizinhas. Germânicos não haveriam de estabelecer quaisquer parâmetros de comparação para com os bárbaros britânicos, e Nietzsche seria um conservador à sua época.

Mas os livros de História Tupiniquim também nos ensinam que o conservadorismo da Segunda Guerra Mundial era anticomunista, concepção que inevitável e irrefutavelmente faz dos conservadores fascistas inescrupulosos e ávidos destruidores dos ímpetos sociais. Apesar de contrariar todos os principais estudos estrangeiros acerca do tema, a História Tupiniquim deve ser lida através das lentes da Revolução; e somente um néscio negaria que todo, absolutamente todo conservador é um fascista em potencial.

O filósofo, cientista, matemático, intelectual, pintor, teórico, poeta e ambientalista Emir Sader diz o mesmo.

Já na década de 70 ressurge o conservadorismo que preza pelo legalismo constitucional, baseado em valores familiares cujos alicerces estariam vinculados aos princípios cristãos reformados. Considerada a última faceta conservadora e que melhor expressa todas as antecedentes, o conservadorismo atual é impensável em detrimento de qualquer que seja a concepção anti-religare e está intrigantemente fincada nos argumentos teológicos calvinistas. Individualismo, meritocracia, caridade privada e laissez-faire podem ser considerados adornos da total ausência conscientizadora do Estado, que estaria por definir suas políticas em um campo de meros pragmatismos individualmente irrelevantes.

Escolha o seu conservadorismo.