Do liberalismo econômico em seu animalismo moral

Se os termos políticos “esquerda” e “direita” são considerados ultrapassados, o mesmo não se pode dizer do “liberalismo” e “conservadorismo”. Não se iluda, caro leitor: a liberalização total de todos os atos que envolvem valores morais não é somente uma ansiedade “esquerdista”, mas também a tendência daqueles que, alheios aos princípios cristãos formuladores da cultura ocidental, visam a ausência progressiva de culpa individual aliada ao mercado destituído de qualquer influência do Estado. Podemos dizer que a “direita” tupiniquim (e utilizo tal termo sabido de sua irrelevância política no Brasil) alinha-se ao liberalismo, nunca ao conservadorismo, o qual figura inevitavelmente nas rédeas dos Cristianismo, pelo qual são formados parâmetros essenciais à constituição social.

Assim como o esquerdismo se utiliza do Estado para justificar e legalizar atividades degradantes e animalizantes do indivíduo, o liberalismo se utiliza da ausência de Estado para que retoricamente haja a decorrente ausência de valores morais aptos à estruturação familiar. Enquanto o esquerdismo se apoia na burocracia estatal para aprofundar reformas moralmente anticristãs, o liberalismo se utiliza de argumentos corriqueiros no afastamento de toda e qualquer coerção social ao indivíduo que escolhe exercer determinada atividade moralmente reprovável.