O Estado me fascina

O Estado me fascina. Suas tentativas de suplantação do individualismo são de notável destreza. Ocorre que a extinção da propriedade privada é argumento de velhas vertigens, as quais são irrelevantes no atual cenário político. Perdura, agora, a limitação do liberalismo privado em nome das “consequências vindouras da devastação ambiental”; esse é o argumento da modernidade, atualizado nas vias do Terceiro Milênio.

Portanto, não afirme pela restrição do privativo. Preconize que a propriedade privada precede do meio ambiente, e em nome dele pode-se instituir proibições das mais diversas, todas chamuscadas pelo pietismo da degradação ambiental, todas abençoadas pelo messianismo da boa-existência.

Convença-nos da divinização do natureza e e ter-nos-á em suas mãos.