O ambientalismo em seus vícios atuais

O que é o ambientalismo senão a afirmação do coletivismo pela perspectiva da Escatologia? Se foram largos os passos dados pelos cristãos na consideração apocalíptica de qualquer situação inusitada no mundo (fazendo das interpretações teológicas meras sátiras irrelevantes), o ambientalismo em seus vícios atuais é nada além que a divinização da natureza que, tornando-se agora algo a ser desprezado e satirizado, começa a expor suas tendências coercitivas e de supressão da liberdade individual.

Ocorre que a liberdade individualista como pressuposto indiscutível da civilização ocidental está relevada a mero detalhe substituível, e, não obstante, consideradas as prerrogativas do ambientalismo, detalhe este que precisa ser minimamente desconsiderado pelo bem da própria humanidade. O ativismo ambientalista exaspera suas tendências em considerar a liberdade como fator secundário à nuances de eventuais degradações ambientais, que justificam e amparam toda e qualquer predisposição do fenômeno em abarcar sobre a vontade do homem as causas da manipulação ambiental.

Mas a vontade como exteriorização da liberdade individual é nortista-ocidental, nunca universal. Se por estas terras a discussão acerca da liberdade de expressão é inócua, tendo em vista a tendência latina em suprimir a expressão individual que acomete problemas estruturais no Estado assistencialista, de mesma sorte é a irrelevância aos ambientalistas na consideração da vontade humana como manifestação das reais necessidades individuais.

Pois que na universalidade ambientalista, e nos argumentos corriqueiramente encontrados no ativismo ambiental, a primeira das deflagrações às liberdades individuais se justifica no pietismo e messianismo de seus profetas escatológicos, os quais perduram como reais solucionadores não da destruição ambiental, mas da descaracterização da vontade humana, fazendo-a mero detalhe que, antes de ser a constituição do indivíduo, é também seu maior defeito.