O cristão perturbado

Escreve-me um leitor:

“Não imagino hoje o cristianismo desinfectado do pentecostalismo. A discussão chega a ser inócua, se realmente se espera que essas pessoas se retirem do âmbito da igreja reformada e construa sua própria parafernália teológica. De qualquer forma imagino que se o câncer do protestantismo é o pentecostalismo, o câncer do catolicismo é a Teologia da Libertação”.

A discussão é inócua mas necessária. O cristão perturbado em seus fundamentos percorre, a todo momento, diferentes círculos de crédulos que afirmam disparidades teológicas. Não importa ser esse cristão aquele que fundamenta a decadência do movimento evangélico: é este também o indivíduo crédulo que merece o desprezo da comunidade. De tal forma que se houve o ultrapassado e cansativo movimento pela anulação da Instituição, há agora a percepção de que o indivíduo cristão inconstante é também aquele que esfacela calmamente qualquer que seja a congregação sadia em sua profissão de fé.

Sua exclusão é inevitável, não pela Instituição, que nada pode fazer, mas pelos seus conviventes quando percebem nele a origem da animalização do cristianismo manifestado em ativismos de demência e negação da intelectualidade. É por tal motivo que, ainda, certas instituições conseguem  refrear e anular o movimento carismático; ao negá-lo, rejeitam a posterior e inevitável decadência intelectual de seus membros e, na tangente do problema, a decadência teológica basilar da instituição reformada.

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