Multiculturalismo

A pobretização e mendigagem dos conceitos de determinado mestre exaspera a sobrevalorização do modo de vida como fator inevitável à proximidade divina, ao tempo em que seus princípios e valores claramente definidos são relativizados em nome do multiculturalismo. O fenômeno da marginalização dos atos (diminuindo-se consequentemente os princípios proferidos) não é novo é já deturpou nomes e ícones sociais: Gandhi não será chamado antissemita senão por insistentes personagens irrelevantes, e Nelson Mandela continuará a não ser lembrado aquele integrou e engendrou organismos terroristas na África.

Assim Jesus Cristo tem seus princípios e valores diminuídos em nome de sua vivência econômica, de tal forma que indicar o Nazareno como destituído de recursos materiais credibiliza sua caminhada e flexibiliza seus próprios conceitos, transmutando-o de Filho de Deus a mero Revolucionário aos moldes já conhecidos, imputando ao cristianismo a finalidade máxima de, por meio do Mestre, divulgar a pobreza como virtude e condição sine qua non ao Reino de Deus. Jesus, como revolucionário, não pode ultrapassar o aspecto materialista de sua mensagem: o Reino de Deus há de ser constituído em Terra, diz-se.