A essência da violência social

A essência da violência social é basilar na consideração do outro como objeto a ser mensurado dentre o coletivo. A partir do momento em que se observa seu oposto eventual inimigo ou parceiro social (portanto, dignificando-o com as características de alguém de valores), este lhe terá o respeito e você trará a ele a oferta comedida da respeitabilidade social.

Inexiste na sociedade a aniquilação da violência senão por dois métodos: ou o Estado elimina a violência afirmando-a ilegal e punível com penas capitais, precípua atuação socialista, ou o Estado deixa de mencionar o homem como ser tangente e submetido a seus afazeres; o que é, em outras letras, a instrumentalização do homem. E a principal forma em considerar seu oposto a ameaça ou eventual irmão social é visualizando-o por meio da célula familiar insubmissa ao Estado, que subjuga o outro ao tempo de trazê-lo ao jantar quando não mais é o símbolo do desmantelamento da ordem familiar.

Tal é o ato transmutado no pré-conceito necessário a toda ordem civilizacional.