A natureza geme

Comumente autores marxistas inferem em suas palavras a relatividade dos significados, pretensamente a transmitir ao leitor certa aparência poética e de cunho relativista. Contudo se houve o expoente da técnica na década de 90, nos dias atuais ela se mostra evidentemente ameninada e, além, construída sobre a fragilidade e obviedade da dissimulação. Autores diversos, dentre os quais Paulo Freire, Boff e Gondim, tentam nos convencer de que choram todas as noites pelas vítimas do Estado africano, ou dos oprimidos pela religiosidade islâmica, vinculando constantemente a desgraça mundial localizada em regiões específicas como decorrente da ordem civilizacional cristã.

O que se iniciou como palavras de descontentamento agora faz-se as palavras da insistência poética do homem não-poético, aquele que atrela poesia e prosa poética a situações de total desconexidade entre significado e significante. Não favorecidos nos rodas literárias, julgam-se oprimidos pelo mérito capitalista que não enxerga nestes a dádiva indescoberta de expressar os sentimentos pelas vias do niilismo conceitual; ou, leia-se, o niilismo filosófico, que não se confunde com a Filosofia Niilista.

Ricardo Gondim nos apresenta algumas frases em seu Twitter, que as deixo eternizadas em ode ao pietismo:

Todos temos compulsão por alguma coisa; desejo ter compulsão por ambientes leves, estradas despretensiosas e amigos legais.

Algo ou alguém dentro de mim avisa que nasci para a beleza, para a poesia e para a vida…

Existe beleza escondida por aí ; eu tento capturá-la, mas ela é capciosa e foge de mim. Vou atraí-la com meus olhos tristes…

O que sinto quando levo pedrada? Dor. O que penso quando levo pedrada? Vontade de isolar-me.

Um meteoro se espatifou, o céu se coloriu e eu achei que tudo foi para mim; fogos de artifício que me ajudaram a celebrar a vida.

Ontem choveu luz e eu me encharquei de poesia.

O dito “não se discute futebol, política e religião” é certo. Os argumentos são emotivos, nunca racionais. Não discuto com fundamentalistas.

À beira de abismos, enfrentemos o medo de vertigem com olhos e coração sempre voltados pro anil celestial.

Base de apoio para a Globo é se dobrar ao PMDB? Precisamos despedir para sempre as oligarquias carcomidas que dominaram política nacional.

Nossos filhos e netos agradecerão por termos votado em Marina Silva.

Marina, a natureza geme enquanto espera que a gente crie juízo.

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