Amadorismo

Leio na Carta Capital que “o Brasil é rico, mas não é justo”. Utiliza novamente a revistóide de um termo que levou séculos para ser preenchido e adequado ao mundo jurídico: “a Justiça não é justa”, é o brocardo ensinado aos iniciantes nas ciências jurídicas.

O mal do jornalismo coletivista é de todo modo inferir que em suas palavras há a conotação científica do fenômeno. Justo seria o país que perfaz a riqueza igualitariamente, cujas facetas de consumo são transferidas a todas as faixas profissionais. Tais conceitos baseiam-se comedidamente nas sociedades nórdicas, que se socialistas também são expoentes de intelectualidade universitária e educação submetida ao núcleo familiar; o igualitarismo por essas terras são procedência da estruturação social meritocrática.

Quando não há maneiras de equiparar socialmente a intelectualidade e produção de riqueza, a quimera e utopia do igualitarismo estende-se à coerção governamental e transferência compulsória de renda em face do indivíduo produtivo e gerenciador de sua própria economia.