Virtudes socialmente relevantes

A Democracia basilar e originária é aquela fundamentada na maioria apta e responsável à escolha política; inexiste, portanto, considerar a maioria os indivíduos que sequer têm a capacidade de definir os rumos da própria existência. A estes são ofertadas as consequências políticas dos interessados e aptos, que não se sujeitam ao favoritismo, sequer ao assistencialismo. Repito aos leitores: aquele que tem sua renda proveniente de programas de incentivo à ociosidade, que anula o mérito em detrimento da caridade compulsória, é factualmente o indivíduo apolítico, irresponsável, não-cidadão.

O voluntarismo do voto é uma das formas eficazes de se afastar o inepto; este não largaria um dia de folga para se deparar frente à escolha do Executivo. O voto obrigatório perdura sobre o cabresto da cidadania imputada, que se enverga naqueles que votam pelas causalidades de programas estatistas de manutenção da dependência social.

Reafirmo a tese de Ayn Rand, a qual ditara as regras iniciais da sociedade que se consubstancia na marginalidade, inevitavelmente fadada ao caos, conquanto o indivíduo marginalizado fora anteriormente subjugado nas atribuições daquele dependente da caridade obrigatória.

Não preparado ao seio do labor e comumente fruto da família não institucionalizada, torna-se escória pelas próprias escolhas e ausente de virtudes socialmente relevantes.