Saramago

Instrui-nos a vida em perceber que o cadáver pútrido se destitui daquilo que outrora pensava e agia o indivíduo, de tal forma que falecido o pensador a exaltação ocorre como obrigatoriedade da condolência e piedade.

Aquele que se nega a exaltar o morto é, portanto, execrado e atrelado às perspectivas de vingança, a qual é comumente vinculada à morte vindoura e não distante. Não exaltar a personalidade agora falecida é o exercício ao chamamento das reprovações inevitáveis. “Todo morto é santo”, é o que se diz.

Desculpem-me os leitores, mas Saramago ainda perfaz o lixo humano de quando em vida.