Mais capim

E no curso de “Metodologia do Desenvolvimento Intelectual – Leitura Dinâmica, Memorização, Estratégias de Estudo, Concentração, Audiência”, da Intelectom, foi-me dada a palavra para discorrer acerca da saúde pública e eventuais vícios que corroboram o controle do Estado dos hábitos de alimentação.

Olhar rebaixado e pouca expressividade labial foram algumas das observações apontadas pelo professor uspiano, mas não falo de minha performance. Dignado ao assunto, então pressupus que indicar o funcionarismo público como uma moléstia contemporânea seria de fato provocar o ranço do ócio personificado: ao afirmar que “o sonho de todo brasileiro é se tornar funcionário público, e mamar na teta do Estado como amparo à ociosidade” reparei, como murmúrio inevitável, palavras e gestos de desprezo daqueles que se não são funcionários públicos, ao menos desejam o ofício.

Deveras intrigante é o fato de que a reprovação imediata da platéia – de certo justificados pela própria mentalidade que reina no seio jurídico – também se estendeu pelas palavras finais do esquerdista docente, que entre dentes (as afirmações indiretas são características basilares dos tais), e em sendo um funcionário público marxista, afirmou que o “labor privado é a exploração do oprimido”. Irei negociar profecias e predizer o futuro em praça pública após o feito.

As palavras retiveram seus efeitos, e me retirei do recinto sabido de que, se persistir em proferir o que não gosta o gado, mais capim terei de ter em uma próxima oportunidade. O assunto não se esgota e, falando de violência, escutei aberrações medievais totalmente esdrúxulas mas que em voga ratificam certa intelectualidade.

Comentarei ainda das afirmações de meus colegas convictos.