As pulgas que rondam por detrás de minhas orelhas

As pulgas que rondam por detrás de minhas orelhas soltam grunhidos quando ouço falar que, em determino curso universitário, ter-se-á a presença de professos da USP. É o caso presente do curso “Metodologia do Desenvolvimento Intelectual – Leitura Dinâmica, Memorização, Estratégias de Estudo, Concentração, Audiência”, ofertado pela Intelectom, do qual participo e que, até o momento, tem caracterizado fundamentalmente o anticristianismo do esquerdismo uspiano.

Piadas entre dentes e que a grosso modo não exasperam grande expectativa é a tática corriqueira dos tais. Quando menos a colocação de textos de memorização cujos títulos já incitam a que vieram: ” O novo Estado Industrial”, de Galbraith, “Ignorando os contextos”, de Hayakawa, “Noção de Necessidades e Recursos”, de Garmani, “A Democracia: apelo aos valores”, de Bobbio, “Direitos Humanos e a ruptura”, de Lafer,  “Evolução”, de Freire-Maia, que termina profetizando: “A evolução tecnológica, se não for dirigida para o bem, igualmente poderá voltar-se para o mal”.

Isso em uma apostila de cento e trinta e seis páginas.

Como crianças travessas prontas a surrupiar o doce à mesa constantemente citam a inquisição em sua forma mais comum, da qual “milhões de pessoas foram torturadas e exterminadas pelo catolicismo opressor”. Grande memorizador mas não muito astuto em suas indiretas, o professor posteriormente afirma que não foram seis milhões de judeus mortos na Segunda Guerra Mundial.

O revolucionário então refreia seus instintos anti-judaicos e rapidamente muda de assunto, incumbindo uma piada sobre as “catedrais da fé”, pela qual distrai a mente de seus interlocutores de uma insinuação devastadora, porém ignorada pelos alunos que não conseguem distinguir os limiares da condição existencial de um socialista tupiniquim.

“O curso é necessário”, afirma então outro professor, “por conta do sistema de consumo que massificou o curso de Direito”. Brotam nas emoções do cujo a ausência do igualitarismo? Contudo já em ulterior observação ressalta que para a superação do competitivismo selvagem é necessária a “universalização da Universidade”, a qual é tarefa dos presentes docentes.

Em mesma lição o velho comuna, carismático e de semblante agradável, já elucida: “quem conseguirá ser um intelectual lendo Veja?”. Gargalhas espalham-se pelo ambiente. Mas o uspiano, leitor assíduo, postula a pertinência de um artigo publicado na revista Carta Capital.

Em tempo registrarei minhas impressões finais sobre o fenômeno, perceptível também nas cadeiras de cursos de Teologia.