“Subcultura sul-estadunidense obscurantista”

Acompanho a discussão gerada pelo artigo de Norma Braga por honesta tendência ao sofrimento na leitura. E como a argumentação limitada acompanha a autora como pulga ao cão, sujando o nome do conservadorismo que, a meu ver, dever-se-ia chamar tão somente “individualismo”, Burity encrava em puro lamaçal a vitimologia girardiana que ampara o esquerdismo nacional. De certo que essa é a característica daqueles que se titulam oprimidos, mas nestas terras o amadorismo ativista é de fato um detalhe que já ressalta e ofusca o “esquerdismo científico” europeu, que ainda fundado nas mesmas premissas ao menos consegue gerar intelectualidade.

Comentei no referido artigo:

A limitação dos argumentos de Norma foi acompanha pela limitação vitimológica de Burity. Em consenso quase amador o autor se coloca como pretenso oprimido pelo “sistema capitalista”, e ainda adjetivando-o como o “velho pensamento” da desigualdade. Ora, Burity, a luta pela igualdade a que se fala não é a bandeira socialista; ao menos não é o que me dizem seus mestres. Mas como sei que o socialista cristão sequer lê os fundamentos de suas próprias concepções (medo?), é fácil perdoar equívocos comuns dos esquerdistas tupiniquins: como amadores em uma causa, santificam-se a si mesmos.

E achando desta vez que não iria encontrar menção ao Império do Norte, o “Grande Opressor”, eis que pia Rodrigo em grande pérola:

Rodrigo Gonçalves De Souza | Belo Horizonte – MG #7 Resposta concisa e firme. Com certeza provocativa para aqueles que querem propagar valores demófobos, plutocratas, preconceituosos e de anomia invocando uma suposta “cosmovisão cristã” que não passa de travestir uma subcultura sul-estadunidense obscurantista (que hoje se organiza em milícias fundamentalistas” com roupagem religiosa, e tentando vender a idéia de que a Constituição do Reinado de Deus é o estatuto do partido republicano. O conceito de liberdade destes boderlinistas sociais é o de exploração de muitos para o privilégio de poucos, tentando convencer os muitos do “mérito” daqueles.

Não foi desta vez. Continuarei a procurar por um esquerdista que não se considere vítima da Suprema Injustiça, que lhe anula as virtudes que deveriam, mas não são, externadas.