Que se construam as instituições de aclamação do animalesco

A confrontação entre a ética e a revolução ativista se dá em mesmo patamar perante o cristão que, centrado em suas convicções e sabido de seus ímpetos, engendra perniciosamente nos atos animalescos do movimento carismático. O fenômeno ocorre pela relação intrínseca existente entre o ativismo inconstante e o crédulo que determina as manifestações divinas de forma totalmente primitiva, ausente de qualquer intelectualidade e, portanto, corroborando uma faceta da ausência de filosofia, essencialmente irracional.

Que da racionalidade há obviamente a dicotomia entre as divindades e a credulidade é de se notar. Sabe-se, ainda, que a advertência de um terceiro ao ato animalesco carismático é justamente o alicerce fundacional de sua convicção que entrelaça a primitividade ao justo receio do fraquejo da fé. Ao ser indicado como irracional e animalesco, o sujeito faz-se amparado pelo temor determinista. Não basta a racionalidade de Tomás de Aquino e Agostinho, sequer a logicidade teológica de Calvino e Barth; válidas, antes, são as demonstrações corporais e físicas nas entranhas da coletividade.

Eis, ainda, a similitude entre a atividade primitiva e o pensamento animalesco, este que em antagonismo à intelectualidade somente se comprova na visibilidade, facilmente deturpável e que, no contexto cristão, é descartável tais quais os profetas de anunciação das obras meritocráticas de aniquilação da Graça.

Como o ativista revolucionário que infectou o republicanismo, há a bestial e cancerosa corrosão dos fundamentos reformistas pelas mãos e regalias ofertadas àqueles que inicialmente, na busca de probabilidades no seio cristão, adentraram as instituições protestantes maculando-as irrevogavelmente sob o manto imundo da espiritualidade orientalista e misógina, que se observada não se distinguem sequer pelos seus conceitos basilares.

As circunstâncias dilacerantes de qualquer movimento ensejam o afastamento e marginalização do desobediente, é o que deve ser relembrado. Que se construam as instituições de aclamação do animalesco; mas que delas não se tenha qualquer relação com o protestantismo já pedante de uma nova reforma, esta que advirá pelo clamor do retorno cristão aos fundamentos filosóficos de coerência entre credulidade e teologia.

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