MST sustentável; ou “eu li no jornal que uma empresa”

Entrevistado pela Agência Brasil o MST revela alguns pontos interessantes de sua trajetória. Se antes o movimento perpetuava na falácia da terra como bem uno e que haveria de ser amparado pelo Estado-caridoso, hoje o movimento marginal argumenta abertamente acerca das alianças com as ONGs oriundas dos mesmos Impérios que os tais rechaçam. Se o antagonismo é evidenciado pela natureza marxista do movimento, o mesmo não ocorre quando há de fato a ansiedade pela destruição do empreendedorismo e dos conceitos basilares e fundamentais da propriedade privada.
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Agência Brasil: O MST espera conseguir o apoio de outros setores da sociedade com essa nova política de atuação contra os agrotóxicos e multinacionais?
João Pedro Stédile: Nós temos certeza de que a imensa maioria da sociedade brasileira também defende este programa. Já, agora, em movimentos pontuais, nós atuamos com o Greenpeace, com o movimento ambientalista e com os setores de defesa do consumidor. O próprio Idec [Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor] tem nos apoiado na questão dos agrotóxicos.
[…]
ABr: Já existem sugestões?

Stédile: Sim. Nós achamos que temos de transformar a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] numa grande empresa estatal. Ela deve garantir a compra de produtos dos camponeses e abastecer mercados populares com produtos de qualidade. Nós também temos que controlar o ingresso de multinacionais no Brasil. Estes dias eu li no jornal que uma empresa chinesa quer comprar 100 hectares de terra aqui. Isso é um absurdo. Não pode acontecer.

Minha aversão

Fenômenos bizarros da contemporaneidade como a música gospel, a Teologia da Libertação ou o pentecostalismo não são, como se faz parecer, movimentos que surgiram concomitantemente à degradação do estudo teológico, que infectado pelo relativismo acadêmico europeu transpareceu amadoramente certa tendência ao niilismo. É, antes, a origem dos mesmos fenômenos. Contudo se pela retórica comum Deus ama o pecador, mas odeia o pecado, o pentecostal é desprezível antagonicamente ao próprio movimento pentecostal, que exerce suas credenciais dentro de uma aceitabilidade bíblica ainda que escassa e essencialmente contraditória. Separemos, portanto, o pentecostalismo de seus fiéis tendo em mente que os indivíduos pentecostal e protestante são como água e óleo em um mesmo recipiente.

Assim é que, em sendo o movimento pentecostal um fenômeno surgido nas entranhas do século passado e de historicidade nula, a propagação, por um pentecostal, das maledicências do imediatismo pós-moderno e de suas mazelas à cristandade é a negação sumária da tendência do movimento em se adequar parasitamente a qualquer realidade econômico-social. Não estranhamente os maiores ícones do socialismo cristianizado são pentecostais que, em outras épocas, alimentando-se de outras vertentes, impuseram-se como delatores do evangelho deturpado, se assim se pressupunha  aquele que não se submetia à primazia dos dons e milagres.

De fato que minha aversão aos pentecostais se dá principalmente pela natureza histórica, afinal indivíduos oriundos de um movimento que na Rússia apoiou o comunismo, na Itália o fascismo e, na Alemanha, o nazismo, não exercem credenciais extensas na probabilidade de que o fenômeno não irá novamente ocorrer. Aliás, o que se tem visto é justamente o acompanhamento desse estigma, tendo em vista os recentes movimentos ambientalistas narrados por ícones e personalidades carismáticas.

Ingenuidade, caros, acreditar que um movimento impregnado pela essência e odor fétido da transmutação ideológica – que adequada a qualquer circunstância favorecedora infere a inchação numérica – vá por iluminação divina alterar cem anos de infecção cultural. A virulência e a inconstância intelectual dos mesmos, vistos como andarilhos ora em ativismos anti-institucionais, ora em ativismos de rodeios de milagres e proezas, não é fator de ignorância e superstição medievais e, sim, característica inevitável que se retirada anularia o próprio movimento.

O que me elucida a impossibilidade de certa evolução intelectual dentro do pentecostalismo é justamente encontrar em seus antros personagens respeitáveis, e que inferem no meio teológico teses basilares. Destes emanam argumentos que relam no calvinismo mas não lhe oferta os créditos devidos; mas necessitando do imediatismo joviano retornam ao animismo da alma como fator infindável de manifestações, das quais se justificam toda e qualquer performance de exteriorização das ansiedades espirituais.

Se há aquele que se diz ter sido calvinista sem ler As Institutas, há também o pentecostal que, se confrontado em sua fé, afirma-a pelos testemunhos alheios, destes observáveis nos púlpitos de cada esquina e que finalizam o ciclo da não-intelectualização do movimento.

É o fardo de qualquer ativismo animalesco unicamente respaldar-se no que ditam os seus semelhantes. E o que afirmo por “animalização do cristianismo” é, justamente, o abandono da intelectualidade filosófica em detrimento de palavras proferidas na previsibilidade dos triunfos individuais.

O jovem convicto e insistentemente ansioso por milagres

O jovem convicto e insistentemente ansioso por milagres, impetuosamente piedoso que maravilhado nas manifestações animalescas sente-se regrado pela poderosa rédea do positivismo; o jovem caridoso e debruçado no veludo do literalismo, dado à descoberta constante de novéis movimentos anti-institucionais, mas devidamente frequentador esporádico das muambas da balbúrdia espirituosa; o jovem invicto nas expectativas da Fé e dado às coletividades de orações afirmativas e naturalmente divinas;  este Jovem nunca leu O Anticristo, de Nietzsche.

Ainda há tempo para qualquer remissão.

Que se construam as instituições de aclamação do animalesco

A confrontação entre a ética e a revolução ativista se dá em mesmo patamar perante o cristão que, centrado em suas convicções e sabido de seus ímpetos, engendra perniciosamente nos atos animalescos do movimento carismático. O fenômeno ocorre pela relação intrínseca existente entre o ativismo inconstante e o crédulo que determina as manifestações divinas de forma totalmente primitiva, ausente de qualquer intelectualidade e, portanto, corroborando uma faceta da ausência de filosofia, essencialmente irracional.

Que da racionalidade há obviamente a dicotomia entre as divindades e a credulidade é de se notar. Sabe-se, ainda, que a advertência de um terceiro ao ato animalesco carismático é justamente o alicerce fundacional de sua convicção que entrelaça a primitividade ao justo receio do fraquejo da fé. Ao ser indicado como irracional e animalesco, o sujeito faz-se amparado pelo temor determinista. Não basta a racionalidade de Tomás de Aquino e Agostinho, sequer a logicidade teológica de Calvino e Barth; válidas, antes, são as demonstrações corporais e físicas nas entranhas da coletividade.

Eis, ainda, a similitude entre a atividade primitiva e o pensamento animalesco, este que em antagonismo à intelectualidade somente se comprova na visibilidade, facilmente deturpável e que, no contexto cristão, é descartável tais quais os profetas de anunciação das obras meritocráticas de aniquilação da Graça.

Como o ativista revolucionário que infectou o republicanismo, há a bestial e cancerosa corrosão dos fundamentos reformistas pelas mãos e regalias ofertadas àqueles que inicialmente, na busca de probabilidades no seio cristão, adentraram as instituições protestantes maculando-as irrevogavelmente sob o manto imundo da espiritualidade orientalista e misógina, que se observada não se distinguem sequer pelos seus conceitos basilares.

As circunstâncias dilacerantes de qualquer movimento ensejam o afastamento e marginalização do desobediente, é o que deve ser relembrado. Que se construam as instituições de aclamação do animalesco; mas que delas não se tenha qualquer relação com o protestantismo já pedante de uma nova reforma, esta que advirá pelo clamor do retorno cristão aos fundamentos filosóficos de coerência entre credulidade e teologia.

A ideologia de Ridley Scott; ou “o cristianismo se tornou o bode expiatório”

Quem vê o filme de Ridley Scott, The Kingdom of Heaven, sai do cinema com a impressão de que o cristianismo medieval foi apenas uma ideologia sanguinária de fanáticos, tiranos e ladrões. Nesse quadro, as virtudes do “perfeito cavaleiro” Balian não poderiam ter nascido dos valores religiosos que historicamente criaram a ética de cavalaria personificada nelas, mas aparecem antes como a antítese desses valores e de todo o cristianismo: Balian, duque de Ibelin, só é moralmente superior aos brutamontes ávidos de riqueza e poder que o cercam porque, em pleno ano de 1194, encarna os ideais da democracia iluminista do século XVIII e o multiculturalismo do século XXI. A Jerusalém que ele quer e defende – a mesma com que sonham aqueles dois outros primores de bondade, o rei leproso e o comandante muçulmano Saladino – é substancialmente a da ONU: um território neutro, supranacional e supra-religioso, onde uma legislação laica assegura a paz entre os diversos grupos de crentes, reduzindo o significado espiritual da cidade a uma questão de “diferenças culturais” que não devem se sobrepor aos interesses superiores da ordem pública. Tal é o “reino de Deus na Terra” como o entendem o duque de Ibelin e o diretor do filme.

Praticamente toda a visão que a modernidade tem da História – pelo menos aquela que se transmite nas escolas e na midia – é constituída de anacronismos, mas raramente eles foram levados ao extremo de fazer de um cavaleiro medieval uma aparição antecipada de Voltaire e Bill Clinton.

A percepção invertida do tempo, à qual o indiscutível talento cinematográfico de Ridley Scott dá feições de realidade verossímil, é a base mesma da mentalidade revolucionária cujo megafone supremo, desde o advento das comunicações de massa, é a indústria do show business. O arremedo de “vida intelectual” que viceja entre astros e estrelas desse ramo multibilionário da economia é o terreno mais propício para aquilo que Willi Münzenberg chamava de “criação de coelhos”: a disseminação de absurdidades politicamente úteis entre tagarelas vaidosos que as transmutam em grandes espetáculos para a completa imbecilização do povo e a glória dos projetos de poder em pauta no momento.

Não é por acaso que, em contrapartida, as belas qualidades morais do general banido Maximus, no filme anterior de Scott, The Gladiador, não precisassem ser explicadas por nenhum deslocamento histórico de sete, oito ou nove séculos, mas aparecessem diretamente como expressões do culto romano dos antepassados. Não somente Scott nada tem contra a religião estatal de Roma, mas esta é, a rigor, a fórmula ancestral do multiculturalismo laico hoje em dia apregoado como remédio universal contra a violência e a guerra (escrevi um livro inteiro sobre isso, não escrevi?).

Também não é coincidência que, em The Kingdom of Heaven, embora as duas grandes religiões em disputa sejam ambas estigmatizadas verbalmente como causas de todos os males, só uma delas seja mostrada na tela como autora de crimes. Claro, para o multiculturalismo, todas as religiões são iguais, mas umas são mais iguais que as outras: é preciso tomar todo o cuidado para não ofender a sensibilidade muçulmana. Caso contrário, como seria possível alegar a sanha homicida da Al-Qaeda e do Hamas como prova da periculosidade das religiões em geral e, como remédio, buscar a extinção, não de todas elas, mas de uma em particular, que por coincidência, por mera coincidência, não é o islamismo e sim o cristianismo? O fato de que este seja o maior fornecedor de vítimas para a violência islâmica e de que não lhe ofereça outra reação senão melosos apelos à paz mundial não afeta em nada a lógica multiculturalista, na qual os feitos de Bin-Laden, os homens-bomba ou o regime de terror de Saddam Hussein provam de maneira inequívoca a maldade da Santa Inquisição e a necessidade imperiosa de banir da sociedade decente os últimos sinais visíveis da fé cristã. A ânsia louca de dar alguma aparência de razoabilidade às conclusões práticas dessa silogística infernal levou o governo dos EUA a classificar como terroristas os grupos cristãos que, sem jamais ter matado um mosquito por isso, acreditam dever preparar-se para o fim do mundo acumulando alimentos e armas; ao mesmo tempo, o uso da palavra “terroristas” para qualificar os autores de atentados homicidas contra milhares de americanos é proibido oficialmente como ofensivo – quase tão ofensivo quanto dizer “Merry Christmas” em vez de “Happy Holidays” ou rezar o Pai Nosso em público, coisa que em várias cidades dos EUA pode dar cadeia exatamente como no Irã ou na Arábia Saudita. Mais ainda, tal como o estrangulamento repressivo da religião nacional, o favorecimento ao inimigo estrangeiro não fica só em palavras: os criminosos protegidos com desvelo paternal contra o termo que mais precisamente os qualifica são retirados das prisões militares para ser levados a julgamento em tribunais civis, com todos os direitos de cidadãos americanos. É a ideologia de The Kingdom of Heaven em ação: quando a obstinação diabólica de levar a mentira às suas últimas conseqüências se torna uma política de Estado, já não é mais possível distinguir entre a ordem pública e a alucinação psicótica.

Mas não é sem motivo que o cristianismo se tornou o bode expiatório da modernidade. No século XVIII, centenas de guias iluminados prometeram que, com a extinção da fé cristã, uma nova era de paz e tolerância se espalharia sobre a Terra. No tempo decorrido desde então, os movimentos políticos ateístas e os Estados laicos já mataram, em guerras e ditaduras, não menos de 250 milhões de pessoas – 1.250 vezes mais do que a famigerada Inquisição espanhola matara em quatro séculos –, e instituíram, mesmo nas chamadas democracias, sistemas de controle social mais opressivos do que o mais rígido inquisidor ou o mais ambicioso tirano da antigüidade poderiam ter desejado. O sonho utópico da modernidade revelou-se um pesadelo sangrento que em dois séculos ultrapassou, em horror e misérias, todos os males que o “fanatismo religioso” possa ter produzido ao longo de toda a história anterior. Como limpar a imagem da utopia e restaurar a credibilidade da promessa? Só atribuindo os crimes da modernidade a “resíduos” de épocas anteriores, como se meros resíduos pudessem ser mais letais do que a substância ativa. Que esse argumento implique fazer de Stalin um dos doze Apóstolos, de Mao Dzedong um novo São Luís e de Hitler um papa da Renascença é algo que não desencoraja no mais mínimo que seja o raciocinador iluminista: não há limites para o absurdo, quando se aposta nele a salvação da humanidade.

Olavo de Carvalho

Da afirmação do Grande Proletário

Acerca da afirmação do Grande Proletário reitero pelas letras de Meus Desassossegos. Enfim veio tardiamente a índole de nosso homem:

Segundo o Luis Inácio Lula da Silva, “não podemos ficar subordinados ao que um juiz diz que podemos ou não fazer”; palavras proferidas em resposta às punições da Justiça Eleitoral em virtude das campanhas que teima em fazer a favor da sua candidata à Presidência da República.

Sua Excelência está sempre mostrando a que veio. Quem tem ouvidos, ouça.

A tragédia (em sentido estrito) dos desabamentos nas favelas

O primeiro uso da palavra “tragédia” é simplesmente “um acontecimento triste”. Falamos em tragédia ao contar que o almoço foi péssimo e ao lembrar da bomba de Hiroshima. Isso demonstra o quanto a palavra, em seu sentido corrente, está desgastada. O sentido que me interessa, é claro, é outro, é o sentido mais estrito, que remonta às tragédias gregas.

Sempre retorno ao assunto, porque meu interesse por ele é enorme. Creio que outra maneira de definir uma situação trágica é ressaltar que, nela, todos os envolvidos são ao menos parcialmente culpados, mas todos os envolvidos têm o poder de resolver a situação por meio da desistência. Creonte ou Antígona poderiam desistir, Édipo poderia desistir, Medéia poderia desistir, e Hamlet não faz outra coisa além de meditar sobre por que não desistir.

As tragédias dos desabamentos nos morros de Niterói e do Rio são tragédias nesse sentido mais estrito. Não são apenas acontecimentos funestos. São acontecimentos que revelam o que existe de trágico no Brasil.

Os primeiros personagens são os favelados. Dizer que eles não são responsáveis por morar nas favelas é tratá-los com uma condescendência vil. Há uma deliberação na escolha da moradia. Quem escolhe morar num lugar que pode simplesmente ser soterrado é responsável por isso. Ainda mais depois das imagens da pousada soterrada em Angra dos Reis.

É claro, porém, que os favelados foram limitados em suas escolhas pelas autoridades. O excesso de legislação, de planos de desenvolvimento, de projetos, de associações ilícitas com empresários — pensemos no lobby das empresas de ônibus — limita as opções de moradia. A deliberação necessária para morar na favela leva em conta o custo das demais opções, custo que, graças ao governo, só faz aumentar. Há também o famoso “alto custo da legalidade”, que leva muita gente, inclusive muita gente de classe média, para a economia informal. Assim, o segundo personagem, o governo, não quer abrir mão de “liderar o desenvolvimento”, nem das benesses advindas da corrupção que o “desenvolvimento” sempre traz.

O terceiro personagem é a parcela da sociedade civil que, dispondo de meios, inclusive materiais, poderia ter-se mobilizado, nem que fosse para pressionar o governo. De minha parte, sempre defendi, seguindo Hernando de Soto, que os favelados recebessem títulos de propriedade de suas moradias. Mas entendo a classe média. Pagando impostos sem parar, é difícil agüentar que pessoas que não os pagam subitamente ganhem riqueza. Bem, um dia nossos antepassados também ocuparam as áreas onde vivemos, é hora de nós mesmos olharmos quietos para a ocupação feita por outros. Simples assim. Poderíamos ter a opção de comprar barracos e urbanizar propriamente as favelas — os favelados que vendessem suas propriedades acreditariam ter feito um bom negócio e todos ficariam felizes. Mas não, a classe média sempre quis que os favelados fossem simplesmente removidos.

Ninguém fala isso porque, oras, se existe algo que você preza acima de tudo, TUDO, é que ninguém pense que você tem inveja. Por isso as favelas são um gigantesco não-assunto. Isso também é trágico. Porque há problemas reais nas favelas. A experiência acaba de mostrar que algumas delas realmente deveriam ter sido removidas, e provavelmente outras deverão também. O fato de as pessoas de esquerda quererem lançar a pecha de “anti-favelados” a qualquer pessoa que quisesse vagamente sugerir que, talvez, sei lá, pô, bem, veja só, aquela encosta é um perigo, é também trágico. Ninguém quer ficar mal visto e mal falado. A esquerda não quer abrir mão da sua auto-ilusão de superiodade moral, isto é, do seu “direito” de linchar.

O impasse trágico está formado. Os favelados não saem, as autoridades não agem, a sociedade não discute, a esquerda chique não quer menos do que uma mudança total de tudo. Todos estão simultaneamente justificados e encurralados. Enquanto isso, há um único risco, real, previsível, que é, como num efeito especial, como num mito de um povo primitivo, o céu e até a terra desabarem sobre as cabeças das pessoas.

Pedro Sette-Câmara