O pensamento positivo; ou “Os livros emocionam ao mais rude”

Coaduna-se o orientalismo com o cristianismo quando a fé se separa da pessoa de Jesus Cristo, tornando-se uma faceta da mera afirmação positivada, que nada mais é que a ingenuidade da mente não crítica. Falo do ingênuo em seu termo específico: age com total sinceridade e, portando, destituído da maledicência da reprovação alheia, acomoda-se em literaturas rasas que lhes servem de total amparo irremovível.

Os livros emocionam ao mais rude.

Se o protestantismo fundou-se no mérito, e do mérito a consequente e inevitável desigualdade, assim o oposto se esclarece: o pensamento positivo é oriundo da tendenciosa ociosidade pós-moderna, que na superstição transfigurou-se como Fé. Que não se diga a total invalidade de tal visualização da realidade, porquanto o conforto da auto-estima proclama a ausência de quaisquer critérios válidos na apreciação dos fatos.

Forjando-se e pressupondo-se alguma realidade faz-se o mito da materialização da metafísica, ou seja, finalmente há o exercício da mente ausente de intelectualidade, mistério aos antigos. A mente pensa e imagina, mas sem o intelecto.

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