Somente o indivíduo tem consciência

Bela e formosa é a Lei de Mudanças Climáticas, que em sua nomenclatura já nos disponibiliza uma visão apocalíptica do futuro, irremediavelmente catastrófica, se a humanidade não abdicar de sua fonte de sobrevivência essencial: a indústria. O presidente que não lê vetou, não obstante, a expressão legal “abandono paulatino”, que se refere aos combustíveis fósseis, veto este profanado pelos deputados amantes dos golfinhos; afinal, como haveria de se reduzir a emissão do gás carbônico sem a extinção dos meios de uso dos combustíveis fósseis?

Não entendem tais burocratas, que amam fervorosamente a humanidade, a distância existente entre o argumento e a realidade: utilizam-se dos jargões climáticos aos fins meramente discursivos, e a isto chamo “politicamente correto”. Somente o inconsciente abraça a falácia, antes de impô-la coercitivamente. E somente o indivíduo tem consciência.

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