Se o igualitarismo reina neste século

Se há no movimento homossexual a característica fundamental do coletivo, tal como ocorre em qualquer agrupamento que se respalda no ativismo, há de mesma sorte a tentativa de delimitação espontânea da normalidade, vez que aos berros reclama-se a aceitação social plena, irrevogável e natural pelas vias da legalidade.

É nesse fator que está envolvida a evidente contradição entre a normalidade imposta pela vias estatais (ou legais, como alguns preferem) e o tratamento do homossexualismo como mera questão social que no processo civilizatório haveria de aceitá-los sem a reserva cristã do fenômeno. Se o igualitarismo reina neste século, não é de outro modo as investidas dos movimentos homossexuais em se adequarem ao status: “iguais somos todos, e o Estado nos introduzirá nessa perspectiva”.

Mas inexiste investimento estatal pelas vias do igualitarismo que não envolva a coerção, é o que nos relembra o Século XX.

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