A arte de movimentar as massas

O coletivismo das massas foi acolhido de bom grado por aqueles que viam no surgimento de ‘leis naturais do desenvolvimento histórico’ a eliminação da incômoda imprevisibilidade das ações e da conduta do indivíduo. Cita-se o exemplo de Enfantin, que pressentia a chegada do ‘tempo em que a arte de movimentar as massas estará tão perfeitamente desenvolvida que o pintor, o músico e o poeta terão o poder de agradar e comover com a mesma certeza com que os matemáticos resolvem um problema geométrico ou um químico analisa qualquer substância’. Talvez tenha sido nesse instante que nasceu a propaganda moderna.

Hannah Arendt em Origens do Totalitarismo