Aflora-se tardiamente o inevitável

A convergência do ambientalismo à visualização do planeta como entidade regida pelos deuses demonstrou-se, inicialmente, falácia dignificada aos adjetivados fundamentalistas, termo este que se entrelaça à deturpação terminológica anteriormente citada. De tal conceituação ambientalista construiu-se gradativas percepções filosóficas, dentre as quais a primariedade ambiental e sua relação íntima e inafastável das premissas dos primitivos intelectuais submetidos à Mãe Terra.

Se tais afirmações tornaram-se de hilaridade evidente e desconsideradas foram de imediato das argumentações teológicas, ainda que subjugadas ao escárnio da dissimulação ecológica, estabeleceu-se certo parâmetro, ineficaz e incompleto, de análise do fenômeno crescente e que acena tendência em massa da visualização dos recursos planetários como inerentes ao Todo, conseqüentemente, à resposta da Mãe à ganância humana, por meio de desastres ambientais correlacionados.

Entretanto, as tendências de argumentações iniciais ressurgem sob as palavras de ícones ambientalistas que, adestrados sob o linguajar imanente de o que anteriormente se considerou sofismas e especulações, produzem a teologia que se adéqua aos fins prementes de santificar os recursos naturais, catalogando-os aos institutos filosóficos da ética e moralidade como pressupostos intrínsecos do bom humano.

O Herói Mundial da Mãe Terra será ainda lembrado pelos tais.

Ainda aos resquícios do cristianismo basilar, a intelectualidade diminutiva em suas proporções conceituais são evidenciadas nas sombras daqueles que, ainda ingenuamente, repensaram inicialmente a teologia desvinculados de critérios acadêmicos, portanto, acobertados pelo manto da irresponsabilidade intelectual.

Essa ética do respeito é categórica no momento atual em que a Mãe Terra se encontra sob perigoso estresse, é a afirmação de Leonardo Boff em sua pérola de 19 de junho de 2009.

Aflora-se tardiamente o inevitável.