Todo aquele exaltante dos mistérios do Espírito

Ingenuidade atribuir somente à abstração espiritual – em sua máxime o esoterismo que se propõe constantemente de elevada intelectualidade -, o antagonismo da objetividade cristã, que fundamenta o academicismo e a universalidade do conhecimento àqueles que se pretendem ao mesmo. Se o indivíduo submetido à mística esotérica é aquele que retornou ao estado semi-cultural, o cristão apregoado sob a abstração misteriosa sucumbiu às trevas medievalistas, quando estas eram vistas como virtudes espirituais justamente por sua conclusão animalesca dos fatos.

Não significa, por óbvio, que todo aquele exaltante dos mistérios do Espírito submetem-se ao estado deplorável da obtusidade – leia-se, o indivíduo que se não estabelece minimamente aceitável -, mas de suas origens constata-se evidentes traços e robustez do cristianismo anômalo, que culmina irrevogavelmente em deturpações tornadas essenciais à mantença do abstrato como ausência de intelectualidade.

Estes são os tais que, mergulhados na bestialização do cristianismo, posteriormente vislumbram em um único indivíduo a razão última de toda ânsia teológica, debruçando-se sobre o mesmo infantilmente e tendo-o por conselheiro ao ultimato da alma inconstante.