A cura material não é necessariamente o mais importante

No Evangelho de Marcos (o mais conciso que terá sido referência para Mateus e Lucas) a partir do capítulo sete, e após a estrondosa multiplicação dos pães e peixes do capítulo seis, os doentes passam a ser trazidos até Jesus por iniciativa popular. Do encontro pessoal e voluntário em que as pessoas esperançadamente acreditavam que poderiam ser curadas passa-se para uma encaminhamento colectivo pré-confiante naquele agente de saúde. Pelo silêncio que Jesus continuamente pede aos que cura parece haver mais consentimento que iniciativa. Um temor atravessa-nos, esse de que Deus na vida dos acorrem a Ele consinta mais que inicie. E uma valorização clara: a cura material não é necessariamente o mais importante que Messias tem a fazer.

Voz do Deserto