Cuba segue nos ofertando esperança

Não obstante o esquerdismo se faça adequado aos meios ambientalistas, Cuba segue nos ofertando Esperança e meios revolucionários de reversão da poluição atmosférica: fulmina a castração ambiental das sociedades industriais, utiliza dos meios primitivos a que o homem há tanto se sustentou.

Cuba volta a usar gado na produção agrícola por falta de máquinas.

Referência aos malévolos capitalistas, pois.

Anúncios

Se lhe ofertado o ócio estatal

A argumentação do igualitarismo se destoa da iniciativa universitária – conseqüentemente, do mérito – fazendo-se simulacro da justiça eqüitativa, pois que à sociedade alicerçada da filosofia tão somente origina-se o distanciamento entre indivíduo e coletividade, porquanto assim deve ser tratado o coletivo se é constatada a característica do individual esforço.

A coletivização do pensamento subjuga a produção intelectual ao condicionamento, somente amparado pelo Estado, da idealização falaciosa do homem como ser destituído de diferenciações evidentes,  estes que amparam a natural exclusividade universitária.

Ora, quando se repele o Estado do indivíduo não se referencia de imediato a precariedade estatal, mas também sua disposição em anular a meritocracia inerente ao republicanismo.

Outra não é a falácia que respalda a ânsia ao Ensino Superior, definido como direito de todo e qualquer cidadão: antes, privilégio concedido àqueles que adentram o meio acadêmico aos fins decorrentes do desespero, desvinculando o pensamento filosófico de seu alicerce, que é o conhecimento pelo conhecimento, a intelectualidade que absorve o evolucionismo da mente científica.

Ainda, pertinente o estudo do fenômeno das massas pelas mãos do espanhol Ortega y Gasset, que na releitura contemporânea vislumbra contornos ímpares: o indivíduo que se serve do academicismo aos meros fins financeiramente retributivos é o mesmo que, se lhe ofertado o ócio estatal, teria por virtude o louvor ao Estado como o faz aquele que já anseia o assistencialismo em sua condição deplorável.

Cálculo

Ricardo Gondim está para Gramsci, assim como Leonardo Boff está para Deepak Chopra. A diferença é que Boff lança livros e Gondim, auto-ajuda. E também não deixou o cargo que lhe proporciona o pão, apesar de sentir-se constantemente oprimido pelas rédeas do Império. Afinal, ninguém é de ferro.

O realce de Satanás

A espiritualidade que concerne aos caminhos do abstrato está fadada a sucumbir em seus alicerces, porquanto adicionou-se à Fé a consciência fraquejante daquele que impele à deusificação de fenômenos desconhecidos. Não somente aqueles que são vistos na literatura helênica, quando os deuses eram porventura a representatividade máxima do exercício natural do ambiente; também a faceta misteriosa da atuação divina, oriunda da exegese bíblica que lhe oferta amparo irresistível.

Não obstante, as catástrofes de outrora, que investigaram as seqüencias ao melhor rito e o devido sacrifício, preponderam sobre as mentes inclinadas aos sabores do dualismo mistificado ante a forma do Inimigo como fatual Pêndulo de Foucault, pelo qual o ponto central da trama é a linha tracejada que inevitavelmente terá por se escorar na benignidade divina, e na maledicência do Oposto.

Não é outra a conseqüência do feito: abandona-se o estudo criterioso teológico para que dê aso aos ventos das mentes que carismam a soberanização da figura satânica bíblica, por meio da abstração dos mistérios, e a humanização de Deus, incutindo-O as revelias da personalidade, além daquelas encontradas nos registros do antigo testamento.

Abandonar a visualização da espiritualidade como pressupostos intrínsecos de reais batalhas celestes entre o Bem e o Mal?

Não há que se retirar do anseio humano que o mesmo se valoriza em face das entidades ambiciosas à desgraça humana: o realce de Satanás é, antes, o culto do ego.

Todo o Estado se funda na violência

O Estado moderno é um associação de domínio com caráter institucional que tratou, com êxito, de monopolizar, dentro de um território, a violência física legítima como meio de domínio e que, para esse fim, reuniu todos os meios materiais nas mãos do seu dirigente e expropriou todos os funcionários feudais que anteriormente deles dispunham por direito próprio, substituindo-os pelas suas próprias hierarquias supremas.

[…]

Este Estado é sociologicamente definível pela referência a um meio específico que ele, como qualquer associação política, possui: a violência física. ‘Todo o Estado se funda na violência’, disse Trotsky em Brest-Litowsk. Isto está objetivamente certo. Bastaria que tivessem existido configurações sociais que ignorassem o meio da violência e o conceito de Estado teria desaparecido, instaurando-se o que, neste sentido específico, chamaríamos ‘anarquia’. Naturalmente que a violência não é nem o meio normal nem o único meio de que o Estado se serve, mas é realmente o seu meio específico. Precisamente hoje, é especialmente íntima a relação do Estado com a violência. No passado, a violência foi utilizada pelas mais diversas associações, a começar pela associação familiar (Sippe), como meio inteiramente normal. Hoje, pelo contrário, deveremos dizer que o Estado é a comunidade humana que, dentro de um determinado território (o ‘território’ é elemento definidor) reclama (com êxito) para si o monopólio da ‘violência física legítima’. É específico do nosso tempo que a todas as outras associações e indivíduos só é concedido o direito à violência física na medida em que o Estado o permite.

O Estado é a única fonte do ‘direito à violência’.

Max Weber em Ciência e Política

Padecendo do mesmo vício

Por isso afirmamos, naquela ocasião, sem constrangimento, que nesse terreno, em que pese o prestígio de alguns dos modernos doutrinadores que se debruçaram sobre o tema, as respostas por eles oferecidas, em sua quase-totalidade, embora pareçam ministrar novos critérios para resolver o velho problema, em verdade o que têm feito é repetir as teses expostas pelos antigos, sem avançar um passo sequer no ponto em que a questão permanece criticamente estacionada. Mais ainda – arrematamos -, padecendo do mesmo vício tautológico das propostas que pretendem superar, esses pensadores “pós-modernos” acabam por afirmar, em linguagem rebuscada, que são…

Leia-se o destacado aos olhos de Inocêncio Mártires Coelho, Paulo Gustavo Gonet Branco e Gilmar Ferreira Mendes, em Curso de Direito Constitucional, ditando a percepção da mente pós-moderna como aquela que se inova sob as velharias de outros tempos.