O abstrato e inerte sofredor

O coletivista se enxerga amante das faculdades abstratas e incólumes pela evidente hesitação ao objetivismo, este que é a caracterização da realidade em sua óbvia e inconteste estrutura. Mas com o coletivo pertinentes são as demonstrações da ambição e anseio humanos certa reprodução das teses conspirativas, anteriores ainda à caverna de Platão, contudo de cunho igualmente enigmático. Os ambiciosos conspirariam à decadência humana, e por isso sua natural debilidade.

A visualização ambientalista, como feição rude e diminuta do coletivismo, exaspera às necessidades prematuras de separação conceitual àquele que é, em suma, amparado pela destrutiva ganância individualista. E sendo prematura, não apenas deixa de sustentar-se pela teorização, mas antes louva a ausência da mesma; o coletivismo afirmam-no destituído de justificativas filosóficas, porquanto o que concerne ao público é, antes, de interesse da turba inculta, incapaz de fato ao entendimento primário do pensamento aprimorado.

Entendem-se, portanto, visualistas da abstração, em defesa do homem que não se vê, porém presente e potencialmente vítima da degradação. Amam o mundo e sua natureza, e defendê-la transpassa-se à subjugação do indivíduo às petições do abstrato e inerte sofredor, representado pelas mentes tais por meio do característico infanto-ativismo.