Aquele que se diz envergonhado do conquistado materialismo

Não necessariamente a ironia literária encontra-se recostada nas mãos dos escritos famosos. Observo-me apreensivo quando me deparo com um igualitarista que saboreia Bohemia exemplarmente contraditório na calmice da pacata chácara; outro, aquele que se diz envergonhado do conquistado materialismo, porquanto, cita, como pode ter tanto, se outro tão pouco alimenta-se decentemente.

Envergonhado, mas não disposto a se desfazer em literal ativismo de todo o conforto adquirido, chora no recôndito confortável lar, resultante do mérito, sabe-se, ainda que do mérito os igualitaristas fujam constantemente com a bela e esperançosa retórica de que o descartável inclui a comodidade, e as facetas da piedade. Contudo a piedade previsível sugere-os cansativos, não somente pela dissimulação forjada sob o túmulo de Madre Teresa, mas por se utilizarem das palavras do Mestre, como o supérstite que indica Jesus Cristo para que seja justificada devida tese. Em suma, o marxista cristão é irônico em natural concepção.