Invulnerável às vicissitudes de mentes rudimentares

Milton Friedman afirma que  “a organização econômica desempenha um papel duplo na promoção de uma sociedade livre. De um lado, a liberdade econômica é parte da liberdade entendida em sentido mais amplo e, portanto, um fim em si próprio. Em segundo lugar, a liberdade econômica é também um instrumento indispensável para a obtenção da liberdade política”. O mesmo autor de Capitalism and Freedom exaspera que o controle dos meios de produção e consumo enseja inevitavelmente a diminuição do indivíduo, visto que o mesmo, a par das figurações do Estado Coletivista, sujeita-se amparado pelo silogismo do interesse comunitário.

Àquilo trazido ao academicismo que se chama Direito Difuso e Coletivo é principiológico do ideário coletivista, expressado em sua manobra jurídica respaldada nas facetas da supressão gradativa do indivíduo – afirmam-na necessária – para que a sociedade, em vista de seus meios, reconheça-se diminuta subjugada ao Estado se a proficiência advém das afirmações restritivas.

O Direito, o pensamento jurídico em seu fundamento filosófico, é contramajoritário, alheio à massificação opinativa, porquanto invulnerável às vicissitudes de mentes rudimentares.

Ora, a História da sociedade completa-se na democracia republicana como exceção, e absolutismo como inevitável regra; isto somente pela tendência da iniciativa individualista, e portanto destituída do coletivo, representar sumamente os alicerces da tese universitária, científica e filosófica; as conseqüências do coletivismo, que é o retorno do  previsível armento amparado estatalmente, coletivo strictu sensu, reafirmo: o regresso à barbárie bolchevique.