A escrita tem seus momentos

A escrita tem seus momentos que se dispersam em gêneros e sentimentos literários. Há em tempo a singeleza de palavras, à realidade pela qual tudo se mostra belo, até mesmo o horrendo; e há a rudeza dos termos impositivos, intolerantes, desconexos da poesia, talvez indicando-me que, de fato, o estado de uma prosa é conseqüência do estado de espírito. O espírito que se mostra afadigado com a convivência, desejoso de se sentar à roda daqueles que reflitam de igual forma, porquanto enfastiante é suportar o eterno retorno do previsível, ainda que previsíveis sejam os atos imprevistos das mentes perturbadas pela convicciosa cristianidade – sabe-se confortável.

Essa interessante relação entre a convicção e o indivíduo religioso culmina nas facetas da deturpação, de tamanha dissimulação humanística, que a convivência me faz inclinar textos aos tais, porque no silêncio me mantenho em prol da dignidade das relações mínimas entre o leitor e o bruto, o rude, o não filosófico, sujeito apreciador das manifestações animalescas do Suposto Espírito.

E veja! Submeto-me novamente a termos intolerantes.