O indivíduo que não lê

Insisto: na pós-modernidade, em que um livro pode ser encontrado a preço irrisório – sim, os contos helênicos, ingleses, alemães, russos, antes adquiridos somente por montantes consideráveis de pecúnia -, chego à conclusão sumária de que o indivíduo que não lê é o retorno à caracterização do homem-animal, de desenvolvimento rudimentar das funções intelectuais e racionais empíricas, rude às artes e à contemplação, incapaz na compreensão do minimalismo filosófico e, não estranho às categorias biológicas, homo ergaster, interessantemente encontráveis facilmente como câncer alastrado; não aqueles que não discernem as letras, leia-se, porém os que se vangloriam na imbecilidade em negar a riqueza dos romances, afirmando-se seres ruminantes e matula de crescimento exponencial.