Dos erros que não mais se comete

Da face que prolifera sulcos
enxerga-se aquilo que
coaduna ao velho sábio. Cacundo
que jaz sentado à mesa em frontal
concepção, acanhado solitário
sob a mente angustiante.

Angústia não a ele, o velho que de imediato
levanta-se e traça rumo; ao observador
à janela espreitado em decifrá-lo, como
espectador da vida uma vez tomada afinco,
vívida tal que se intriga um velho,
de mãos lavadas pelo tempo,
cuja memória é inquestionável acervo
dos erros que não mais se comete.