Mas também às regalias

escrito em 19 de março, 2009

Os franceses de Nicolas Sarkozy esbravejam em pedidos a clemência do Estado para que o mesmo resguarde os empregos dos cidadãos desamparados. Certo que a França, desde metade do século XX, demonstrou-se âmbito progressista e referência à expansão estatal, porquanto sustentador do típico loisirs que ali reina em eficiência ímpar.

Com facilidade tamanha foi-nos dado o desvendar do pano encobridor de tendências interessantes. Tendências que submetem o indivíduo francês a comparações inevitáveis ao indivíduo inglês, não obstante a maturidade destes na visualização do mercado, e o prospecto de observar o ativismo sindical em rudecimento da livre iniciativa e obstáculo à intelectualidade econômica.

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Leio em 22 de março Nivaldo Cordeiro citar a notícia segundo a qual, expelia os ativistas, a crise não é culpa dos assalariados, mas não podemos dizer o mesmo dos patrões.

Exige-se o assistencialismo formulado pela mente acanhada na inação do labor, fato configurado na cultura francesa tal qual o mérito sob a fineza do belo vinho. Ora, a assistência estatal é confortável, e não tê-la provoca descontentamentos fatídicos; a exigência empregatícia de uma nação que se submete ao ócio estatal vincula-se ao emprego, mas também às regalias.