Belamente subordinado ao divino

“A moralidade é o instinto do rebanho no indivíduo”, diz Nietzsche. O que é o indivíduo senão a concepção moral em sua forma pura e incorrigível? De moral e costumes o homem é consuetudinário e aprazido, belamente subordinado ao divino sequer da consciência íntima do ser, mas da asserção de referendosos palestrantes. Ora, a consciência, a íntima constatação da realidade ainda que fantasiosa, esta se perfaz ademais responsabilizadora, e quão duro é à humanidade o ofício e a cautela da responsabilidade.

Seja dito o esboço da moral ativista, simulacro da anterior reivindicação do caráter canonizado: o moralismo quando acentuado em discursos tão somente minimiza a consciência, retira-a de seu papel fundamental, entrelaça o irresponsável à terna satisfação, e no espetáculo do indivíduo temos o instinto que a todos nós foi dado, a moral, o estofo, estagnação, subordinação pura e incorrigível.

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