David Heather Collection

Respeitada pela sua confiabilidade na crítica revisional literária, o California Literary Review viabilizou a demonstração parcial do livro North Korean Posters: The David Heather Collection, de David Heather e Koen De Ceuster, coleção de cartazes norte-coreanos de incentivo ao antiamericanismo à época da Guerra Fria. De meras promessas a afirmações contundentes (e a famigerada exaltação familiar), o apanhado constitui referência notável a jargões utilizados na contemporaneidade, e sua atrelada e irrevogável equiparação à publicidade de Joseph Goebbels.

102

“When provoking a war of aggression, we will hit back, beginning with the US!”
"Quando provocarem uma guerra de agressão, vamos retrucar, a começar pelos EUA!"
“Though the dog barks, the procession moves on!”
"Embora o cãe ladre, a procissão continua!"
“Death to US imperialists, our sworn enemy!”
"Morte aos imperialistas americanos, nossos jurados inimigos!"
“Prevention and more prevention. Let’s fully establish a veterinary system for the prevention of epidemics!”
"Prevenção e mais prevenção. Vamos criar um sistema veterinário unicamente para a prevenção de epidemias!"
“Let’s drive the US imperialists out and reunite the fatherland!”
"Vamos conduzir os imperialistas americanos fora e reunificar a pátria!"
“Let’s extensively raise goats in all families!”
"Vamos aumentar o número de caprinos para todas as famílias!"
“The US is truly an Axis of Evil.”
"Os EUA são o verdadeiro Eixo do Mal"
“When we say we will, we will. We do not talk idly!”
"Quando falamos 'vamos', vamos. Nós não blefamos!"
“Wicked Man.”
"Homem fraco"
“Do not forget the US imperialist wolves!”
"Não se esqueça da cruealdade do imperialismo americano!"
Anúncios

Deparo-me com a inevitabilidade

O missionarismo converge à África, como convergente é o tal missionário que não visualiza as esquinas. Não digo somente do sentimento expansivo do evangelho, mas daquele que se diz altruísta em uma missão que manifestamente infantiliza, deplora e enrijece, visto sua capacidade em dissimular o acontecido diante de todo olho observador. Se a África é a referência dos apaixonados, assuma-se que não é o evangelho o que está em jogo – como se afirma em sentimentos ímpares -, porém a caridade, comiseração e condolências a um continente assolado pela ausência de desenvolvimento universitário.

Deparo-me com a inevitabilidade em reconhecer o que me foi há muito dito: “dê-lhes alimento, mas também livros, e terás uma grande nação”. Entretanto, como verdugos que seguram o Livro, lhes oferecem a futilidade reunitiva da convicção adentrada em blocos de concreto iminentes a serem carcomidos em famélica solenidade.

Em antagônico conceito ao ativismo

Aquele que afadigado procura incessante o previsível templo erigido em mãos levantadas, que aparentemente flameja o fogo da convicção, este não entende que o desenvolvimento intelectual na pós-modernidade aniquilou por definitivo os ímpetos de toda e qualquer investida aos representantes do divino, e com eles o que antes convergia à dependência do homem na pura confiabilidade aos seus próximos. O que nos diz os tais são as tentativas de reestruturação perdida da publicidade da mentalidade cristã como nos átrios do missionarismo do bíblico Paulo, arrebatador na antiga retórica da propagação do evangelho, porém demonstrando-se, atualmente, mera caracterização da expansão denominacional em seus detalhes fundamentais, e ínfimos: número, manutenção, hierarquia.

Certo que a ingenuidade de poucos é usada em respaldo à desfiguração da caminhada paulina, mas o entrave ao esquecimento do evangelho como pressuposto de disseminação a qualquer custo é a mentalidade dependente do institucionalismo, e aquela que também exige sua ruína.

Como contrapesos deleitados à balança, o ativismo contrário à instituição, que prega sua eliminação, difere da constatação intrínseca do fossilizado templo, que na inutilidade oferece os adornos do entretenimento. O ativista antidenominacional não subsiste e é sustentado pela mesma instituição que lhe proporciona o rancor característico, fazendo-se conseqüentemente dolorosa vítima.

O desprezo à instituição – portanto, em antagônico conceito ao ativismo -, está além dessa visualização, ultrapassando-a para além de seus muros, porquanto desprezar se encontra em patamares elevados da personalidade humana.

Por essa discrepância Frank Viola é o autor dentre outros que representa o cristalizado ativismo, evidenciado em Pagan Christianity em seu palavreado característico dos convictos, os mesmos que enrijecem a filosofia cristã, e forçosamente irresoluto; Reimagining Church talvez seja a tentativa de se desvencilhar da precípua identidade reconhecida nos anteriores textos, ainda exalantes das tendências timidamente afloradas, e por isso convincente somente às ditas vítimas.

Via Pia

Pakistan Arlines, no Le Point de 1979. Sensacional.
1979 Le Point
1979 Le Point

“Uma das companhias que oferecem vôos programados para New York. Saída de Orly Sud, oferecendo melhores vôos das cidades aos distritos. Uma nova prova da eficácia de PIA. PIA é uma empresa internacional que expande seus negócios com sucesso: 3 000 000 passageiros este ano, um vôo a cada 6 minutos. Sucesso cuidadosamente construído para a satisfação de seus clientes. Para um excelente vôo a New York ou 60 outras metrópoles do mundo viaje com PIA. Notáveis pessoas voam com PIA Pakistan Internacional”.

O doente terminal sabido de seu iminente desfecho

Materialismo histórico, materialismo dialético, socialismo científico, feminismo, geografismo marxista, libertarianismo humanista, modo de produção, luta de classes, mais-valia: como o fedelho marxista que estuda Filosofia Jurídica, trazendo ao palco a paixão que jura coadunar Direito com Marx – o que demonstra o natural desconhecimento da literatura marxista, práxis tupiniquim -, como declarar Filosofia tais pérolas sociológicas enrustidas nas universidades estatais como quer o juvenil revolucionário?

Humilhante submeter-se a um sociólogo que se aventurou a investigar economia e mercado, porquanto coroar o marxismo com a Filosofia é o primordial passo para que o frívolo seja menos desprezado, reconhecido em meio à ausência filosófica, porém ele clamando por mais dialética como chora o doente terminal sabido de seu iminente desfecho.

Pivete Pivetta

A imprensa vermelha, à época da prisão da pivete Caroline Pivetta – por pichar o andar vazio da 28ª Edição da Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera -, escolheu assumir a posição antes respaldada em suposições: a delinqüência que se demonstra ideológica renasce os ímpetos de revolucionários natos. Ocorre o mesmo com Cesare Battisti, este que imaculado homicida agiu politicamente, afirma-se, que será também citado santo no Fórum Social Mundial à mesma mesa pedinte da revisão da Lei da Anistia.

Diz o Estadão:

SÃO PAULO – Pouco mais de um mês após deixar a cadeia, para onde foi levada depois de pichar o “andar vazio” da 28ª Edição da Bienal de São Paulo, Caroline Pivetta da Mota, de 24 anos, foi detida em flagrante novamente, desta vez sob a acusação de tentativa de furto de DVDs. Ela estava com duas colegas quando deixava uma unidade das Lojas Americanas na região do Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, no final da tarde da quinta-feira, 22. Segundo a polícia, as imagens foram gravadas pelo circuito interno de câmeras do estabelecimento.

São os antagonismos das viúvas soviéticas.


Desde o prólogo de todo mito

O que Deus é senão
o inconcebível
que de vasta magnitude
limpa pés de homens tolos
merecidamente desprezados
em cada parte pútrida
de suas infetas peles.
A Graça consome o entendimento
como é a humanidade perecível
no levedo da misericórdia
e piedade dissimuladas
como cães famintos legiferantes olheiros.

Homens reivindicantes
de tamanha inconsistência
fazem-se piedosos
naturalmente inspirados pelo Divino.
Adentram em abismos do embuço.
Fatos do dissímulo.

A penitência que chora
as próprias lágrimas compenetra-se
na inutilidade da alma. É o enigma.
Seja a alma face esquerda e tortuosa
da humanidade como a deformidade
ao alterco da majestosa flor ruidosa
em se lançar alheia aos
limites do grande jardim.

A alma que chora ainda prende
diz o poeta grande jardineiro.
O Amor Divino entrelaça o repugnante
ao homem preponderante miserável
de espírito e mente. Como entender a Ti?
Calo-me perante o inominável
e admiro o resplendor da Piedade.
Deus é poeta andarilho em jardins
desde o prólogo de todo mito.