As prostitutas valorizadas de Moscou

Demasiado rudes são os meritocráticos, afirmou-se acerca do texto estigmático, como se a argumentação do merecimento resplandecesse a eterna injustiça. As conseqüências à assumição da meritocracia – ao estilo mais competitivo – são claras: em uma sociedade que preza pelo pobretismo, exaltação da ralé e preponderantes resquícios do coitadismo enigmático do mercado reacionário, cabe ao conformado assistenciado afirmar igualitarismo, quase que filosoficamente.

Ora, a correta política em não apontar a cultura obstruída pela intelectualidade primitiva, primária, primata, lulista, esconde dos males a beleza da miséria cultural. Para tal são necessários aparatos diversificadamente tipificados, trazendo o miserável aos rústicos níveis de mártir por uma objetivação primorosa.

Essa conceituação progressista da desgraça humana influencia costumeiramente na continuidade dos devotos ao santo; este, o miserável que deve permanecer em seu papel, porquanto integra a “nobreza da luta libertária”.

É a premissa da práxis esquerdista em prantos como viúvas do comunismo.

E o indivíduo coroado reage com mugidos e dialética nas universidades estatais. A continuidade dessa missão incumbe a perpetuação da honra e sovinice, das lembranças públicas e penúria dignificada, com aparatos festivos e literatura caracterizada.

Como as prostitutas valorizadas de Moscou é a miséria no Brasil exemplificada na argumentação esquerdista. Os santos são fontes de muitos recursos.

Anúncios